- Publicidade -
spot_img
HomeDestaqueSuposto esquema de desvio de R$ 137 mi teve campeão de jiu-jítsu,...

Suposto esquema de desvio de R$ 137 mi teve campeão de jiu-jítsu, laranja e associação sem sede

- Publicidade -

O grupo investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por possíveis fraudes em repasses da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) do DF para eventos esportivos era composto por um faixa preta campeão de jiu-jítsu, um laranja e uma associação sem sede física.

A Operação Armlock cumpriu nesta quinta-feira (11/5) 30 mandados de busca e apreensão na Secretaria de Esportes, no 10º andar do anexo do Palácio do Buriti, onde funciona a Secretaria de Fazenda, e em endereços em Águas Claras e em Goiânia (GO). As pastas não se posicionaram até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto.

Iniciada em 2021, a investigação apura um esquema que simulava eventos esportivos que jamais ocorriam, mas cujo dinheiro era empenhado. O suposto desvio seria de R$ 137,4 milhões.

Publicidade do parceiro Metrópoles 1

Publicidade do parceiro Metrópoles 2

Publicidade do parceiro Metrópoles 3


0

O principal alvo foi o presidente da Federação Brasiliense de Jiu-Jítsu (FBJJD), Francisco Santoro, conhecido como Kiko. Faixa preta na arte marcial, ele foi campeão brasileiro, sul-americano e mundial e é funcionário comissionado da Secretaria de Economia do DF e integrante do Conselho de Administração do Fundo de Apoio ao Esporte (Confae). O Metrópoles não conseguiu contato com o investigado. O espaço segue aberto.

Segundo o MPDFT, a ação é fruto de aprofundadas investigações desenvolvidas após comunicação remetida pelo Ministério Público de Contas sobre “anormal e significativo aumento de Termos de Fomento” firmados com entidades de sociedade civil, principalmente a Associação Centro-Oeste de Jiu-Jítsu (COJJ).

A investigação apontou que a entidade, com sede e dirigentes fixados na cidade de Goiânia (GO), nem sequer tinha estrutura física declarada, mas, a pretexto da realização de campeonatos de artes marciais no Distrito Federal, recebeu boa parte da verba pública. Os promotores constataram ainda ausência de comprovação da execução de qualquer dos projetos acordados.

As apurações apontam para a utilização da associação, em tese sem fins lucrativos, como fachada para que os recursos públicos fossem desviados em favor dos investigados e para eventos de cunho privados promovidos pela FBJJD e por seu presidente, Kiko.

“Fortes elementos indicam a utilização, por parte de Francisco Santoro, do facilitado acesso aos bastidores da SEL/DF decorrente do cargo de membro do Confae [Conselho de Administração do Fundo de Apoio ao Esporte], tudo para promover o encaminhamento e concretização das parcerias entre a Secretaria e a Associação Centro-Oeste de Jiu-Jítsu”, acrescenta o MPDFT.

Outras pessoas físicas e jurídicas privadas atuaram no esquema, segundo a Promotoria, dentre elas, Juliano Leiro Silva, que figura como “laranja” no registro da FBJJD, e Rodrigo de Castro Ribeiro, presidente da COJJ. Morador de Goiânia, Ribeiro possui estreitos laços com Kiko e com a FBJJD, chegando a registrar em rede social ser “Diretor de Eventos da FBJJD”. A reportagem não localizou Silva nem Ribeiro. O espaço segue aberto.

A ação investiga crimes de uso de documento falso, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

The post Suposto esquema de desvio de R$ 137 mi teve campeão de jiu-jítsu, laranja e associação sem sede first appeared on Metrópoles.

- Publicidade -
- Publicidade -
Midias Sociais
35,000FansLike
419,000FollowersFollow
ÚLTIMAS NOTICIAS
- Publicidade -
Relacionadas
- Publicidade -