Nem todos os caminhos levavam a Roma
Uma nova análise (1) do sistema viário romano mostra que Ancara e Bizâncio (atual Istambul), na intersecção entre a Europa e o Oriente Médio, eram mais centrais na rede que a capital do império. Revelou também que o fluxo de pessoas pela região não era tão diferente do atual: caminhos onde havia mais vias romanas são os mesmos que concentram grandes estradas modernas.
Declínio e queda da conta de água
O calcário acumulado nas paredes de um aqueduto milenar em Nîmes, na França, registrou acidentalmente a história do consumo de água em Roma. As camadas de sedimento (2) revelam que cortaram o fornecimento da cidade por volta de 270 d.C. – uma pandemia, a Peste de Cipriano, esvaziou a zona urbana –, mas que a irrigação no campo permaneceu por mais 140 anos.
Um spa na torre
Arqueólogos (3) encontraram um complexo de piscinas climatizadas e saunas dentro de uma torre do palácio de Vrelo-Šarkamen, na Sérvia, usado pelo imperador romano Maximino Daia no século 4 d.C. O complexo incluía uma sala com uma fornalha, usada para aquecer o ambiente e a água. Um detalhe incomum é a planta circular, adaptada à torre, em vez da sequência de salas típica das termas romanas.
Fontes 1. “Network science reveals the structure and lasting impact of the Roman road system”, Nature Communications; 2. “The usage history of the aqueduct of Nîmes reconstructed from carbonate archives: Operation, modifications and late antique breakdown and change”, Geoarchaeology; 3. comunicado do Museu Krajina sobre o banho imperial em Vrelo-Šarkamen.
