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Cartão de vacinas: PGR encaminha investigação de Cid à 1ª instância

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, nesta quinta-feira (27/3), o arquivamento das investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suspeitas de fraudar o cartão de vacina da Covid-19. No entanto, o procurador-geral Paulo Gonet decidiu enviar as investigações sobre o tenente-coronel Mauro Cid para análise na primeira instância, que agora vai apurar o papel dele na inserção de dados falsos de vacinação contra Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

A esposa de Cid, Gabriela Cid, também terá investigação encaminhada à primeira instância, já que eles não têm prerrogativa de foro, o que justificaria uma atuação do STF.

“Em detida investigação da Polícia Federal, verificou-se um esquema de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas SI-PNI e RNDS do Ministério da Saúde. Apurou-se que Mauro Cid se valerá dos trabalhos do grupo em mais de uma oportunidade, inclusive para familiares. Entre os registros impróprios, executados a partir da iniciativa de Mauro Cid, estaria o do ex-presidente Jair Bolsonaro. Igualmente, menciona-se que o Deputado Federal Gutemberg Reis teria recebido favores do gênero”, diz parecer da PGR.

Em documento encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet afirma que não conseguiu confirmar a delação premiada de Mauro Cid à Polícia Federal (PF). Na oitiva, Cid disse que teria agido a mando de Bolsonaro. Por não ter elementos externos, fora a palavra de Cid, o procurador-geral não viu instrumentos que comprovassem os fatos explanados pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

“Ocorre em prejuízo da viabilidade de apresentação de acusação penal que somente o colaborador afirmou que o presidente lhe determinará a realização do ato. Essa solicitação é elemento central para que a conduta típica, crime de mão própria, possa ser imputada. Contudo, proíbe o recebimento de denúncia que se fundamente “apenas nas declarações do colaborador”.  Daí a jurisprudência da Corte exigir que a informação do colaborador seja ratificada por outras provas, a fim de que a denúncia seja apresentada”, alega Gonet.

Em março de 2024, a Polícia Federal (PF) indiciou dezessete pessoas por associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema público no inquérito que investiga a adulteração da carteira de vacinação contra Covid-19. Nesta quinta-feira (27/3), a PGR arquivou as investigações de Bolsonaro e Gutemberg Reis, no qual os outros quinze nomes serão levados à primeira instância.

Entenda acusações 

  • Mauro Cid: falsidade ideológica de documento público, inserção de dados falsos em sistema público, falsidade ideológica de documento público, uso de documento ideologicamente falso e associação criminosa.
  • Gabriela Santiago Ribeiro Cid: falsidade ideológica de documento público, inserção de dados falsos em sistema público, uso de documento ideologicamente falso, uso de documento falso em nome de suas filhas Isabela Ribeiro Cid e Giovana Ribeiro Cid.
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