O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a faixa de renda beneficiada pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) para atender famílias com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil.
A expansão da faixa beneficiada tem como objetivo atender a classe média, com renda domiciliar per capita entre R$ 1.926 e R$ 8.303 por mês.
Para atender essa mudança, o Congresso Nacional injetou mais de R$ 18 bilhões no programa no Orçamento de 2025, aprovado no mês passado, e o presidente Lula assinou um decreto que regulamenta o Fundo Social, com recursos do Pré-Sal para o programa de habitação popular.
Atualmente, a última faixa do Minha Casa, Minha Vida beneficia famílias com renda bruta de R$ 4.400,01 até R$ 8 mil, com taxa nominal de 8,16% ao ano.
Segundo o governo federal, a medida vai beneficiar 120 mil famílias ainda em 2025. Nessa última faixa, haverá a possibilidade de financiamentos de até 420 meses, com taxas de juros de 10,5% ao ano para compra de imóveis de até R$ 500 mil.
Confira como funciona a compra de imóveis para as outras faixas do Minha Casa, Minha Vida:
- Renda de até R$ 2 mil – juros nominal de até 4,5% a.a.
- Renda de até R$ 2.640 – juros nominal de até 4,75% a.a.
- Renda de até R$ 3.200 – juros nominais de até 5,25% a.a.
- Renda de até R$ 3.800 – juros nominal de até 6% a.a.
- Renda de até R$ 4.400 – juros nominal de até 7% a.a.
- Renda de até R$ 8 mil – juros nominais de até 8,16% a.a.
A classe média é justamente onde o governo Lula tem enfrentado dificuldades para reverter o cenário de rejeição. A pesquisa Genial/Quaest de março mostra que a aprovação da gestão petista caiu para 36% entre o eleitorado que ganha entre dois e cinco salários mínimos, hoje cotado a R$ 1.518.