Após deixar o 4º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (4º BPM), no Guará, o ex-secretário de Segurança Pública do DF e ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Anderson Torres, partiu, em comboio, em direção ao condomínio Ville de Montagne, no Lago Sul. Torres foi solto, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Morais, após quase quatro meses detido.
Torres chegou em casa pouco antes das 22h desta quinta-feira (11/5). De forma discreta, ele entrou no residencial ainda dentro do carro e não falou com a imprensa. A casa ficou com as luzes apagadas na maior parte da noite.
Anderson ganhou liberdade provisória, com monitoramento eletrônico. O ex-secretário fica proibido de deixar o Distrito Federal; de manter contato com os demais investigados; de usar redes sociais; e ficou determinado o afastamento do cargo que ocupa da Polícia Federal. O descumprimento de qualquer uma das medidas alternativas implicará na revogação e decretação da prisão.
Veja vídeo do momento em que Torres chega em casa:
Vizinhança
A vizinhança ficou dividida quanto ao retorno de Anderson ao Ville de Montagne. “Aqui, é metade bolsonarista e metade lulista”, disse uma moradora que preferiu não se identificar. Ela diz que mora no condomínio desde 1996.
Uma vizinha que mora na casa vizinha à de Anderson estendeu a bandeira do Partido dos Trabalhadores (PT).
“Já que é para recepcionar que seja com tapete vermelho”, comentou em tom de deboche.
Movimentação no 4° Batalhão da PMDF pouco antes da soltura do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Anderson Torres 3
Movimentação no 4° Batalhão da PMDF pouco antes da soltura do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Anderson Torres
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Movimentação no 4° Batalhão da PMDF pouco antes da soltura do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Anderson Torres
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Movimentação no 4° Batalhão da PMDF pouco antes da soltura do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Anderson Torres
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Anderson Torres e Jair Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do então ministro da Justiça, Anderson Torres, em fevereiro de 2022
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Anderson Torres e Jair Bolsonaro
Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Anderson Torres e Jair Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do então ministro da Justiça, Anderson Torres, em fevereiro de 2022
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Anderson Torres e Jair Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do então ministro da Justiça, Anderson Torres, em fevereiro de 2022
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Anderson Torres e Jair Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do então ministro da Justiça, Anderson Torres, em fevereiro de 2022
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Anderson Torres e Jair Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do então ministro da Justiça, Anderson Torres, em fevereiro de 2022
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Ex-Ministro da Justiça, Anderson Torres
Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres
Igo Estrela/Metrópoles
Anderson Torres, ex-secretário Eduardo Bolsonaro
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Torres está preso desde o dia 14 de janeiro
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Anderson Torres
Rafaela Felicciano/Metrópoles
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Torres estava preso desde o dia 14 de janeiro, por suposta omissão durante atos golpistas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 8 de janeiro, na sede dos Três Poderes, em Brasília.
“As razões para a manutenção da medida cautelar extrema em relação a Anderson Gustavo Torres cessaram, pois a necessária compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade demonstra que a eficácia da prisão preventiva já alcançou sua finalidade, com a efetiva realização de novas diligências policiais, que se encontravam pendentes em 20/4/2023”, escreveu Moraes na decisão.
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