O grupo investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por possíveis fraudes em repasses da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) do DF para eventos esportivos era composto por um faixa preta campeão de jiu-jítsu, um laranja e uma associação sem sede física.
A Operação Armlock cumpriu nesta quinta-feira (11/5) 30 mandados de busca e apreensão na Secretaria de Esportes, no 10º andar do anexo do Palácio do Buriti, onde funciona a Secretaria de Fazenda, e em endereços em Águas Claras e em Goiânia (GO). As pastas não se posicionaram até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto.
Iniciada em 2021, a investigação apura um esquema que simulava eventos esportivos que jamais ocorriam, mas cujo dinheiro era empenhado. O suposto desvio seria de R$ 137,4 milhões.
Operação Armlock (1)
Polícia Civil do Distrito Federal faz busca e apreensão no 10° andar do anexo do Buriti
Breno Esaki/Metrópoles
Operação Armlock2 (1)
Operação começou na manhã desta quinta-feira (11/5)
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Operação Armlock3 (1)
A ação investiga crimes de uso de documento falso, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro
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Operação Armlock4 (1)
Desvio seria de R$ 137 milhões
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Operação Armlock2 (2) (1)
O principal alvo da Operação Armlock é o presidente da Federação Brasiliense de Jiu-Jítsu
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Operação Armlock31 (1)
Iniciada em 2021, a investigação apura um esquema que simulava eventos esportivos que jamais ocorriam
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Operação Armlock32 (1)
As apurações apontam para a utilização da associação, em tese sem fins lucrativos
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Operação Armlock33 (1)
Outras pessoas físicas e jurídicas privadas atuaram no esquema, segundo a Promotoria
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O principal alvo foi o presidente da Federação Brasiliense de Jiu-Jítsu (FBJJD), Francisco Santoro, conhecido como Kiko. Faixa preta na arte marcial, ele foi campeão brasileiro, sul-americano e mundial e é funcionário comissionado da Secretaria de Economia do DF e integrante do Conselho de Administração do Fundo de Apoio ao Esporte (Confae). O Metrópoles não conseguiu contato com o investigado. O espaço segue aberto.
Segundo o MPDFT, a ação é fruto de aprofundadas investigações desenvolvidas após comunicação remetida pelo Ministério Público de Contas sobre “anormal e significativo aumento de Termos de Fomento” firmados com entidades de sociedade civil, principalmente a Associação Centro-Oeste de Jiu-Jítsu (COJJ).
A investigação apontou que a entidade, com sede e dirigentes fixados na cidade de Goiânia (GO), nem sequer tinha estrutura física declarada, mas, a pretexto da realização de campeonatos de artes marciais no Distrito Federal, recebeu boa parte da verba pública. Os promotores constataram ainda ausência de comprovação da execução de qualquer dos projetos acordados.
As apurações apontam para a utilização da associação, em tese sem fins lucrativos, como fachada para que os recursos públicos fossem desviados em favor dos investigados e para eventos de cunho privados promovidos pela FBJJD e por seu presidente, Kiko.
“Fortes elementos indicam a utilização, por parte de Francisco Santoro, do facilitado acesso aos bastidores da SEL/DF decorrente do cargo de membro do Confae [Conselho de Administração do Fundo de Apoio ao Esporte], tudo para promover o encaminhamento e concretização das parcerias entre a Secretaria e a Associação Centro-Oeste de Jiu-Jítsu”, acrescenta o MPDFT.
Outras pessoas físicas e jurídicas privadas atuaram no esquema, segundo a Promotoria, dentre elas, Juliano Leiro Silva, que figura como “laranja” no registro da FBJJD, e Rodrigo de Castro Ribeiro, presidente da COJJ. Morador de Goiânia, Ribeiro possui estreitos laços com Kiko e com a FBJJD, chegando a registrar em rede social ser “Diretor de Eventos da FBJJD”. A reportagem não localizou Silva nem Ribeiro. O espaço segue aberto.
A ação investiga crimes de uso de documento falso, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
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