
Cerca de 100 mães participaram, no último sábado (18), de uma capacitação pedagógica voltada a famílias de crianças com Síndrome de Down, promovida pelo Instituto Ápice Down. O encontro foi marcado por escuta ativa, troca de experiências e pela construção de propostas para fortalecer políticas públicas destinadas às mães atípicas no Distrito Federal.
Com 22 anos de atuação, o Instituto organizou a atividade como parte de sua agenda de formação e apoio às famílias, criando um espaço de diálogo direto entre participantes e representantes do poder público.
A Secretaria da Mulher (SMDF) acompanhou a programação e reforçou a importância de aproximar as políticas públicas da realidade vivida por essas mães. Para a secretária Giselle Ferreira, o encontro ajuda a orientar ações mais efetivas. “Quando ouvimos essas mulheres de perto, conseguimos entender com mais precisão o que precisa mudar e onde o Estado deve agir com mais sensibilidade”, afirmou.
A governadora Celina Leão também participou da agenda e destacou o compromisso do Governo do Distrito Federal com o fortalecimento da rede de apoio às famílias. Segundo ela, a prioridade é garantir que o cuidado não recaia de forma isolada sobre as mães. “Nosso objetivo é construir uma estrutura pública que compartilhe responsabilidades e ofereça suporte real no dia a dia dessas famílias”, disse.
Um dos principais anúncios do encontro foi o avanço da proposta de criação da Casa da Mãe Atípica, que deve funcionar no Parque da Cidade. O espaço será voltado ao acolhimento, orientação e apoio especializado.
Giselle Ferreira destacou que a iniciativa busca responder a uma demanda recorrente das famílias. “A Casa da Mãe Atípica nasce como um ponto de apoio permanente, onde essas mulheres poderão encontrar escuta, orientação e caminhos de fortalecimento”, explicou.
Durante a capacitação, as participantes também apresentaram reivindicações para aprimorar políticas já existentes. Entre os pedidos estão a ampliação do passe livre para mães atípicas, a agilização dos processos de redução de carga horária para servidoras com filhos com deficiência e a criação de um transporte acessível entre a Rodoviária do Plano Piloto e o Parque da Cidade.
“São demandas muito concretas, que impactam diretamente a rotina dessas mulheres. Nosso papel é transformar essas vozes em ações”, acrescentou a secretária.
O encontro também reforçou o projeto Mãe Rara, estruturado em três eixos: escuta, capacitação e acolhimento. A proposta, segundo a SMDF, é ampliar o suporte emocional e oferecer mais ferramentas para autonomia e qualidade de vida. “Trabalhamos para que nenhuma mãe atípica se sinta sozinha nesse processo”, concluiu Giselle Ferreira.
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