DE LIBERAIS E CONSERVADORES

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Vamos considerar as perspectivas política e econômica. A política trata de relações de poder, com o consequente conflito político e choque de interesses.

A teoria política, entre outras possíveis categorias, caracteriza o liberal e o conservador. Ambos são defensores da democracia e das liberdades individuais.

O conservador é cético: estabelece a dúvida sistêmica e questiona utopias, sendo cauteloso com a condução da realidade. Tende a ser conservador nos costumes, acatando a maioria, sem cercear liberdades individuais, já que estas configuram a base de seu pensamento, como no pensamento liberal! E, como tal, o conservador é capaz de contribuir para as transformações empiricamente demostradas, ou aceitas pela maioria. Já o liberal político se vincula prontamente à mudanças, mesmo de ideias, sem que estejam manifestas na realidade, ou mesmo presentes na maioria.

Como estabelecido na teoria política, conservadores e liberais se diferenciam quanto às relações de poder, mas não quantos às liberdades individuais e democráticas, que ambos preservam e só existem por meio dessas. Por outro lado, a teoria econômica, entre outras possíveis categorias, caracteriza o liberalismo econômico.

O liberal na economia é adepto das mudanças, da inovação, da competitividade, etc, e plenamente favorável à economia de mercado, com mínima interferência do Estado. Assim, podemos ter conservadores na política sendo liberais na economia, sem o menor conflito de interesse. É evidente que os discursos de Bolsonaro se enquadram nessas conceituações, sem que um exclua o outro.

Há uma questão teórica que todo especialista deve saber: o conservadorismo político não exclui o liberalismo econômico. Todo conservador, sendo cético, considera que a liberdade possível é a do indivíduo, a começar pelo pensar! Para tudo o mais haverá restrições. Por isso a prevalência do princípio da maioria, nas relações de poder!

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