O afogamento é uma das principais causas de morte acidental no mundo, vitimando cerca de 300 mil pessoas por ano.
Em adultos, boa parte dos acidentes está ligada ao consumo de álcool, enquanto na infância a falta de vigilância dos pais é o grande problema. Outros fatores incluem desconhecimento do local de mergulho, excesso de confiança e exaustão.
Quando ocorre um afogamento, a pessoa tenta se manter na superfície, prendendo a respiração. Involuntariamente, pequenas quantidades de água são aspiradas, o que provoca, no princípio, tosse.
Com a evolução do afogamento, após alguns minutos, a laringe relaxa devido à exaustão e à falta de oxigênio. A pessoa então respira debaixo d’água, aspirando e engolindo grande volume de líquido. A água segue o mesmo caminho do ar, percorrendo a traqueia até os pulmões, encharcando brônquios, bronquíolos e alvéolos.
Com os pulmões encharcados, a vital troca gasosa – a entrada de oxigênio e a eliminação de gás carbônico – torna-se ineficaz. A drástica redução do oxigênio causa danos severos em todos os tecidos, especialmente nos mais sensíveis à sua falta, como as células nervosas. O cérebro é gravemente comprometido, levando à inconsciência e, se não houver intervenção imediata, à morte cerebral.
A grande quantidade de líquido que entra no corpo causa inchaço, fazendo com que o corpo afunde. Só dias mais tarde, quando bactérias começam a se multiplicar no organismo e produzir gases, é que o corpo volta a flutuar, empurrado de volta à superfície pelo próprio gás que ele gera por dentro.
CONSULTORIA: Daniel Muñoz, professor de medicina legal da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Este texto foi atualizado com inteligência artificial e revisado por jornalistas com base em uma matéria da Mundo Estranho de 2008 escrita por Yuri Vasconcelos e ilustrada por Daniel Rosini.
