Texto Maria Clara Rossini, de Soure | Design Gabe Rivas e Juliana Krauss | Fotos Juliana Krauss
Eu nunca havia visitado um sítio arqueológico. Enquanto estava no carro a caminho de um, torcia para encontrar ao menos um pedacinho de cerâmica milenar – talvez deixado para trás por um pesquisador descuidado que já tivesse escavado o local no passado. Jamais passou pela minha cabeça que eu caminharia tropeçando em peças arqueológicas.
Qualquer desavisado que visita o Teso dos Bichos pode pensar que se trata de um canteiro de obras abandonado. O chão de grama e terra é coberto de cacos que parecem ser de tijolo. Mas quem atenta aos fragmentos, um a um, percebe que alguns deles têm decorações complexas, estão moldados em diferentes formatos, e até pintados em branco ou preto.
Esse é o sítio arqueológico mais acessível da região. E, mesmo assim, tive que pegar três horas de estrada, duas balsas, passar por quatro portões de fazendas, caminhar por dois córregos lamacentos descalça, tirar espinhos dos pés e ainda caminhar por mais 20 minutos em um campo aberto (nunca me conectei tanto com Indiana Jones). O local recebe muitos visitantes que, segundo o meu guia, quase sempre colocam um pedacinho de cerâmica no bolso.
Os souvenirs dos turistas são vestígios de uma sociedade complexa que existiu na Ilha do Marajó, no estado do Pará, há mais de mil anos. Esses povos realizavam ritos funerários longos e trabalhosos, construíam montes e lagos artificiais e desenvolveram uma iconografia que é um mistério para os arqueólogos até hoje. Tudo que restou dessa época foram objetos de cerâmica – ou pedaços deles.
Esse arquipélago no Norte do Brasil tem 590 mil habitantes, e uma área comparável a países como Suíça e Dinamarca. As condições socioeconômicas, no entanto, não poderiam destoar mais dos países europeus. O Marajó abriga a cidade com o pior IDH do Brasil, e praticamente todo o território vive sem saneamento básico, com dificuldade de acesso à educação e com quedas constantes de energia.
Mesmo assim, o arquipélago atraiu dezenas de pesquisadores internacionais ao longo das décadas. Existem milhares de peças marajoaras em museus ao redor do mundo, mas muitos brasileiros não fazem ideia dessa riqueza arqueológica.

Dá para viver na Amazônia?
As primeiras coletas arqueológicas no Marajó ocorreram na segunda metade do século 19. Na época, a comunidade científica internacional estava se acostumando com as ideias de Darwin sobre a seleção natural, e todos estavam ávidos para verificar (ou refutar) suas teorias. Muitos pesquisadores passaram a estudar não só animais e plantas ao redor do mundo mas também diferentes sociedades humanas. Os adeptos do chamado “evolucionismo social” acreditavam que a lógica de evolução das espécies também se aplicaria a povos de Homo sapiens.
Foi por volta de 1870 que o Teso dos Bichos foi explorado pela primeira vez. “Teso” é o nome que se dá aos montes artificiais construídos pelos indígenas que habitavam o Marajó antes da colonização. Eles eram feitos perto de rios, empilhando terra retirada de uma região próxima até formar um morro de cerca de 10 metros de altura.
As cheias dos rios alagam todo o território, então viver em cima dos tesos era uma forma de se proteger da variação do nível da água. É uma lógica semelhante às palafitas que hoje são moradia da população ribeirinha da Amazônia.
Há centenas de tesos espalhados pelo Marajó [veja alguns no mapa abaixo]. Eles serviam de residência, espaços de cerimônia e cemitérios desses povos. Por isso, os elevados guardam vestígios de como eles viviam. As construções feitas de materiais orgânicos, como madeira e palha, se deterioraram com o tempo. Mas as cerâmicas, que são feitas de argila e pintadas com pigmentos minerais, resistem até hoje. Esses materiais começaram a ser escavados e coletados para compor coleções de museus mundo afora.

“Era uma curiosidade: como um lugar tão ‘inóspito’ e com povos ‘primitivos’, como a Amazônia, pode ter tido uma cerâmica tão complexa?”, diz Cristiana Barreto sobre o pensamento da época. Ela é pesquisadora do Museu de Arqueologia e Etnografia da USP e dedicou grande parte de sua carreira a estudar a iconografia marajoara. “Virou uma moda entre os grandes museus do mundo ter uma coleção de cerâmica marajoara. E aí foi uma pilhagem, mesmo […] eu nem chamo de escavação.”
A partir de 1948, um casal de arqueólogos estadunidenses transformou a maneira como se estudava o Marajó. Betty Meggers e Clifford Evans estavam entre os primeiros a escavar por lá usando método científico: relacionaram as camadas de solo com períodos de tempo (estudo chamado estratigrafia) e registraram as peças encontradas. Até hoje, boa parte dos vestígios catalogados são fruto dessa expedição.
O item mais emblemático encontrado pelo casal (hoje guardado na reserva técnica do Museu Emílio Goeldi, em Belém) é uma urna funerária pintada de vermelho, branco e preto. Com cerca de 1 metro de altura, ela fazia parte dos rituais funerários indígenas: primeiro, o corpo era enterrado no solo e deixado lá por alguns meses. Após a decomposição da pele, dos órgãos e do material orgânico, os ossos eram desenterrados. Então, eram colocados dentro das urnas funerárias, provavelmente junto com algum tipo de rito, e que depois eram enterradas.
Já foram encontradas urnas de diferentes tamanhos e estilos. Muitas delas são esculpidas e decoradas no formato de uma figura antropomorfa, com olhos, boca e orelhas com alargadores. Também é possível perceber penas e garras nessa figura similares às de um gavião-real. Essa é a maior ave de rapina do Brasil e uma das mais fortes do planeta, sendo capaz de carregar preguiças, macacos pequenos, entre outros bichos. É possível que ela represente o transporte do espírito para o pós-vida.

As urnas podem vir acompanhadas de representações de outros animais, como cobras, além de formas geométricas simétricas características da iconografia marajoara. Barreto acredita que as pessoas faziam danças ao redor das urnas, vidradas pelo padrão labiríntico pintado na cerâmica.
Além das urnas, chocalhos de formato humanoide provavelmente eram usados nos rituais funerários. Esses chocalhos são frequentemente encontrados com a cabeça separada do corpo. Após serem manuseados pelos xamãs, essas figuras eram decapitadas com a ideia de liberar o espírito dentro delas, segundo algumas interpretações.


Até agora falamos da cerâmica mais decorada, colorida e com iconografias complexas. Mas ela não é a única. Meggers e Evans identificaram cerâmicas de outros estilos, as quais atribuíram a culturas distintas que viveram no Marajó.
Eles dividiram a cerâmica pré-cabralina (antes de 1500) em fases, da mais antiga à mais recente: ananatuba; mangueiras; formiga; marajoara; e aruã. Esta última foi produzida pelos povos que tiveram contato com os colonizadores [veja a linha do tempo abaixo].

As datações mostraram que a ilha já era ocupada por volta do ano 1500 a.C. Segundo os norte-americanos, as fases ananatuba, mangueiras e formiga, que produziam uma cerâmica considerada mais simples, teriam sido dominadas pelos produtores da cerâmica marajoara, vista por eles como a mais “evoluída”.
É inegável a contribuição do casal de arqueólogos para o estudo do Marajó. Mas a interpretação dos dados encontrados era muito determinista. Eles baseavam suas ideias em teorias culturais-ecológicas, que supunham que o clima e o ecossistema da Amazônia seriam muito hostis para o desenvolvimento de uma sociedade e de uma cultura complexas.
Meggers e Evans sugerem que os povos da cerâmica marajoara teriam vindo dos Andes, navegando o Rio Amazonas até chegar ao Marajó. Essa população andina teria levado sua cultura e sua técnica avançadas para o arquipélago amazônico – mas, devido às condições ambientais hostis, a sociedade teria entrado em declínio com o tempo.
A cerâmica da fase marajoara é datada dos anos de 400 d.C. a 1400 d.C. Segundo o casal, ela teria sido “substituída” pela cerâmica aruã, considerada menos complicada. Ela é caracterizada por rostos mais simples e corpos bojudos, semelhante a um boneco Michelin. A cerâmica aruã não apresenta a iconografia e os padrões geométricos encontrados na marajoara.
Essa foi a visão que prevaleceu por quase 50 anos, e ainda é disseminada por parte da divulgação científica. Mas ela não é a mais aceita hoje. Uma das primeiras pesquisadoras a contestar essa visão foi uma outra arqueóloga estadunidense de peso que resolveu se aventurar no Marajó.
Novas direções
A arqueóloga Anna Roosevelt, bisneta do ex-presidente dos EUA Theodore Roosevelt, chegou ao Marajó na década de 1980. Ela ia contra as ideias determinísticas de Meggers, dizendo que sociedades complexas poderiam, sim, ter se desenvolvido na Amazônia, especialmente por meio do manejo de terras e da agricultura. Para ela, a cerâmica da fase marajoara seria uma continuação das outras fases desenvolvidas localmente, e não uma cultura importada dos Andes.
A cerâmica marajoara existiu por pelo menos mil anos – o que, por si só, já indica a persistência de uma sociedade complexa no arquipélago. Hoje em dia, os arqueólogos usam a palavra “complexa” não para se referirem a populações superiores a outras (uma visão considerada racista e ultrapassada). Mas sim para falar de populações que tinham uma hierarquia social e política, e também uma divisão do trabalho, em que cada indivíduo se especializa em uma tarefa.
É o caso da sociedade marajoara. Provavelmente havia os ceramistas, especialistas na moldagem e queima da argila. A pintura e a decoração elaboradas saíam das mãos dos “artistas”, pessoas que passavam anos aperfeiçoando a técnica (há até exemplos de cerâmicas pequenas e com erros – fruto, talvez, de aprendizes se familiarizando com o processo). Muitas urnas funerárias são extremamente parecidas, o que indica uma replicabilidade das técnicas.


Além das pessoas que cuidavam da cerâmica, é provável a existência dos “engenheiros” que manejavam o solo. O próprio método de fabricação dos tesos é um mistério para os cientistas até hoje, já que as possíveis ferramentas utilizadas não resistiram ao tempo. O que sabemos é que, além de proteger as casas das cheias dos rios, os tesos ainda garantiam a subsistência durante os períodos de seca.
Quando você constrói um castelo na praia, forma-se um laguinho no espaço de onde foi retirada a areia. Com os tesos, não era diferente: próximo aos montes de terra existem lagos artificiais que enchiam de peixe durante as cheias dos rios. Nos meses de seca, quando a água baixava, os peixes ficavam presos nesses reservatórios, garantindo uma fonte de comida nos períodos em que a pesca era mais difícil.
Toda essa organização social era provavelmente coordenada por um líder. A arqueóloga Denise Schaan, que se baseou nos trabalhos de Roosevelt e se tornou uma das maiores pesquisadoras da área, propõe que o Marajó em algum momento teve sistemas de cacicados, em que diferentes aldeias estão sob influência política de uma família ou indivíduo (o cacique).

Junto com a compreensão da tecnologia e sociedade indígenas, também surgiram esforços para entender os símbolos marajoaras. À primeira vista, os padrões geométricos na cerâmica parecem aleatórios. No entanto, após observar centenas de símbolos, é possível identificar animais, como cobras, insetos e escorpiões – como se fossem hieróglifos.
Esses símbolos são chamados de “motivos”, e provavelmente tinham significados específicos para aqueles povos. Não sabemos ao certo, porque os marajoaras não deixaram escrita (ou, pelo menos, alguma que conseguimos decifrar). Mas dá para supor, com base em mitos atuais das populações indígenas e nos objetos em que esses símbolos aparecem. O jacaré, por exemplo, está em tangas femininas usadas em ritos de fertilidade. Segundo pesquisadores, esse animal poderia representar tanto uma proteção para as mulheres quanto o próprio órgão feminino.


Até hoje, a população local se apropria dessa simbologia. O professor Max e a estilista Glauciane, donos da loja de roupas “ManG” em Soure, a capital turística do Marajó, colocam o símbolo do jacaré apenas em peças femininas. Algumas saias carregam os motivos de escorpiões, que são associados aos poderes e ao transe alcançado pelas mulheres pajés. O casal faz questão de explicar essas referências aos clientes.
Já Cilene e Ronaldo, outro casal que vive em Soure, são fundadores do “ArteMangue Marajó”, um ateliê de cerâmica que se inspira na iconografia adotada pelos antigos marajoaras. Eles carregam um livro de Denise Schaan sobre as interpretações arqueológicas de cada símbolo. Para Ronaldo, os motivos parecem padrões matemáticos – o segredo para reproduzí-los simetricamente é começar com uma unidade pequena e ampliá-la, seja desenhando contornos ou espelhando os traços até formar o padrão característico do Marajó.
O fim…
Por algum motivo, a cerâmica da fase marajoara foi aos poucos deixando de ser produzida a partir do ano 1400. Ninguém sabe ao certo por quê. Para Meggers e Evans, essa cultura teria se degenerado devido às condições do ambiente amazônico. Mas hoje essa não é a visão mais aceita pelos arqueólogos.
“Pode ter ocorrido uma grande seca que afetou a alimentação, […] uma disputa territorial ou de poder, uma série de situações”, diz Cassia da Rosa, arqueóloga da Secretaria de Cultura do Pará. Ela explica que, para produzir uma cerâmica como essa, são necessárias diversas pessoas dedicadas àquele ofício – o que requer uma grande estabilidade social. Qualquer ruptura nessa organização poderia explicar por que a cerâmica deixou de ser prioridade.
A arqueóloga Denise Schaan defende que os marajoaras não desapareceram, e ainda estavam no arquipélago na época do contato com os europeus, no século 16. Em suas pesquisas no Marajó, ela encontrou um sítio com cerâmica marajoara ocupado entre os anos 1300 e 1650 – ou seja, após o início da colonização. Enquanto a maioria dos sítios arqueológicos marajoaras estão em regiões de campos abertos, esse último foi encontrado na floresta, o que pode indicar um possível esconderijo.

“Hoje nós estamos pensando em uma arqueologia mais flexível, em que esses povos tinham suas relações de trocas e conversas […] É possível que eles estivessem fugindo, porque já tinham notícias da presença dos brancos naquele território. Esse é um entendimento da mobilidade e das conexões que esses povos tinham”, diz Helen Miranda, museóloga no Museu Goeldi.
Após a mobilização dos marajoaras para as florestas, os povos aruã ocuparam os campos do Marajó. Eles eram falantes de um idioma da família linguística arawak, muito difundida no Caribe e na América do Sul. Sabemos disso porque os aruã foram os indígenas que tiveram contato com os colonizadores após 1500. Por isso, eles e outros povos que habitavam a região figuram nos relatos escritos de jesuítas. Ao longo dos anos, essa população foi sendo convertida, escravizada ou exterminada. Hoje, não existem terras indígenas demarcadas no Marajó.
As tradições cerâmicas que existiram ali por 3 mil anos foram perdidas. A partir do século 17, o território foi dividido pelo sistema de sesmarias, em que a Coroa portuguesa doava lotes de terra para famílias que fossem cultivá-las. Até hoje, os latifúndios do arquipélago são herança das sesmarias. Tanto moradores locais quanto pesquisadores de fora são categóricos em dizer: todo o Marajó é fazenda.
Os sítios arqueológicos estão quase todos em fazendas privadas – inclusive o Teso dos Bichos. No solo, entre os cacos de cerâmica, observei diversas marcas de patas e esterco de búfalo. Jedilson, motorista que me levou até lá, conta que os animais sempre pisoteiam o local, quebrando cerâmicas que poderiam estar intactas.

Por lei, todos os sítios arqueológicos pertencem à União. Mas não faltam relatos de sítios destruídos ou pilhados pelos proprietários das fazendas. Em um de seus livros, Schaan conta que encontrou o teso Inajasal, pesquisado por Meggers e Evans no passado, destruído para dar lugar a uma barragem e pista de pouso.
… E o recomeço
São poucos os locais onde a população sabe tanto sobre a própria história arqueológica quanto no Marajó. O maior responsável por essa difusão de conhecimento foi Giovanni Gallo, padre italiano que foi morar no arquipélago na década de 1970. Gallo recebia de presente das pessoas achados curiosos e, como escreve em seu livro, “coisas velhas”. Eram artefatos arqueológicos.
Com esses itens, o padre fundou o Museu do Marajó, que hoje fica em Cachoeira do Arari, cidade a três horas de Soure. Além de divulgar a riqueza histórica do arquipélago, Gallo queria que o museu fosse um polo de desenvolvimento cultural para o interior. Ele também fez um livro de bordado, em que ensina a fazer os padrões marajoaras em ponto cruz. Esse livro serviu de base para bordadeiras de todo o Marajó, que hoje têm uma fonte de renda vendendo peças típicas para turistas.


Além das roupas, a própria cerâmica marajoara contemporânea é uma forma de relembrar a história. “Produzindo essa cerâmica, a gente ativa essa memória, se reconecta com a nossa ancestralidade e entende como a gente faz parte do processo”, diz Ronaldo Guedes, que junto com a esposa, Cilene, fundou há 20 anos o ateliê Arte Mangue.
Na frente científica, pesquisadores trabalham para tornar a cerâmica mais acessível ao público. No Laboratório de Restauração do Museu Emílio Goeldi, os cientistas usam do gesso à impressão 3D para reconstruir as peças arqueológicas. Há também esforços para fazer modelos digitais das peças do acervo do museu e disponibilizá-las online.
O interesse de pesquisadores e da comunidade local deu origem ao Manifesto Marajoara, um abaixo-assinado que pede a repatriação das peças arqueológicas que estão fora do País. Muitas delas saíram do Brasil em escavações que, hoje, seriam consideradas ilegais. Repatriá-las é um jeito de tornar as peças acessíveis à comunidade, para que os moradores do Marajó tenham contato com o passado da terra em que vivem.

Ver de perto essas peças históricas faz diferença para a autoidentificação – e, aqui, peço licença para um último relato pessoal. Durante minha infância em Belém, cresci vendo cabines telefônicas em formatos estranhos nas praças e ruas da cidade. Com o tempo, me esqueci delas. Mas a memória voltou num instante ao ver uma urna marajoara ao vivo no início da apuração desta reportagem.

As cabines telefônicas de Belém, veja só, eram representações de urnas funerárias marajoaras. Cenas da minha própria vida que eu não fazia ideia que estavam ali foram desbloqueadas por uma peça de mil anos atrás, produzida por um povo que jamais imaginou a existência da sociedade em que vivemos. Fez parecer que, desde criança, eu estava me preparando para conhecer o Marajó. Só não sabia ainda.
Fontes livros Cultura marajoara, de Denise Pahl Schaan; Moundbuilders of the Amazon: Geophysical archaeology on Marajo Island, de Anna Roosevelt; Uma interpretação das culturas da Ilha do Marajó e Archeological investigations at the mouth of the Amazon, de Betty Meggers e Clifford Evans; Motivos ornamentais da cerâmica marajoara, de Giovanni Gallo; artigos “Os filhos da serpente: Rito, mito e subsistência nos cacicados da Ilha de Marajó” e “Evidências para a permanência da Cultura Marajoara à época do contato europeu”.
Agradecimentos Raul, professor de educação física; Luciano, taxista; Max, historiador; Glauciane, estilista do ManG; Carlos Almeida, ceramista; Cilene e Ronaldo, ceramistas do Arte Mangue Marajó; Jedilson Figueiredo, motorista; Zezé, cozinheira do Quintal da Zezé; Alessandro da Silva, historiador do Museu do Marajó; Cassia Rosa, arqueóloga da Secult; Helen Suany Miranda, museóloga e pesquisadora do Museu Emílio Goeldi; Raimundo Teodorio dos Santos, restaurador de cerâmica no Museu Emílio Goeldi; Helena Lima, arqueóloga e pesquisadora do Museu Emílio Goeldi.
Fotografias produzidas no Acervo MAE USP (@maeusp nas redes sociais).























