O cangaço foi uma onda de banditismo, crime e violência que se alastrou por quase todo o sertão do Nordeste brasileiro entre o século 18 e meados do século 20. Para alguns especialistas, esse movimento teria nascido como uma forma de defesa dos sertanejos diante da ineficiência governamental em manter a ordem e a segurança.
Contudo, os bandos de cangaceiros logo se transformaram em quadrilhas que aterrorizaram a região, pilhando, assassinando e estuprando. A atuação desses grupos, marcada por ataques repentinos a povoados, gerava pânico generalizado.
Os cangaceiros saqueavam vilarejos, roubando bens e promovendo bebedeiras, enquanto as forças policiais locais, frequentemente em menor número e com armamento precário, pouco podiam fazer para conter a violência no sertão.
Para combatê-los, o governo reagia com as “volantes”, grupos de policiais que, muitas vezes, utilizavam métodos tão brutais quanto os próprios cangaceiros.
A história de Lampião
O maior de todos os cangaceiros, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, começou a atuar em 1920. Estima-se que sua gangue foi responsável pela morte de mais de mil pessoas, deixando um rastro de terror.
A partir de 1930, mulheres começaram a se juntar ao cangaço, quebrando um paradigma. A pioneira nesse movimento foi Maria Bonita, companheira de Lampião, que se tornou uma figura icônica ao lado do Rei do Cangaço.
O fim da era dos cangaceiros
O sucesso dos ataques de Lampião e seu bando contra fazendas e vilarejos fez com que a polícia intensificasse seus esforços para enfrentá-los. As autoridades passaram a usar armamentos que os cangaceiros jamais conseguiram comprar, como submetralhadoras, que davam uma vantagem decisiva às volantes.
Em 1938, Lampião e Maria Bonita foram emboscados e mortos por uma volante. Um dos sobreviventes, Corisco, tentou assumir o lugar do chefe, mas também foi morto pela polícia em 1940.
A morte de Corisco é considerada o marco que encerra oficialmente a era do cangaço, pondo fim a um capítulo violento da história do Nordeste brasileiro.
Este conteúdo foi produzido com o auxílio de inteligência artificial e revisado por jornalistas. Trata-se de uma atualização de reportagem assinada por Roberto Navarro e publicada pela Mundo Estranho em 2011.
