O faraó Tutancâmon (para os íntimos, Rei Tut), governou o império egípcio de 1 341 a.C a 1323 a.C. Hoje, a sociedade moderna o conhece pela sua luxuosa tumba, encontrada praticamente intacta em 1922, no Vale dos Reis. Sandálias douradas, uma máscara de ouro de mais de 10kg, adagas e jogos de tabuleiro são apenas alguns dos objetos presentes nesta pequena câmara, de cerca de 35m².
Desde então, seu túmulo tem fascinado os pesquisadores. Diversas teorias foram criadas, levantando a possibilidade de áreas escondidas além das paredes da câmara de Tutancâmon. Há até mesmo a hipótese de que a sepultura da rainha Nefertiti estaria nos arredores.
Por se tratar de um local de sepultamento pequeno, arqueólogos acreditam ser possível, inclusive, que a parede norte da câmara seja falsa, escondendo espaços até então desconhecidos. Visto que Tutancâmon morreu cedo, talvez a parede tenha sido adicionada de forma emergencial.
Uma nova pesquisa decidiu testar essas teorias na prática – e, até agora, os rumores parecem verdade.
Primeiro, a equipe realizou estudos geofísicos para entender as propriedades e estrutura do local. Eles mediram a densidade do solo por meio de uma técnica que utiliza variações no campo gravitacional. Também utilizaram radares de penetração do solo (GPR) dentro da tumba.
Foram mais de 1.000 testes, que encontraram algumas anomalias que indicam que o solo guardaria mais do que simples sedimentos. Os dados mostraram que há a possibilidade de existir outros corredores e salas ao redor do sepultamento. Seria algo como a imagem abaixo, com um corredor de dois metros de largura (atualmente preenchido com entulho) que conecta Tutancâmon a outras câmaras, em rosa e amarelo:

Isso, porém, é apenas uma teoria, não uma confirmação.
Os pesquisadores aguardam uma decisão do Conselho de Antiguidades do Egito sobre a possibilidade de escavar as supostas câmaras. Por estarem a poucos metros das câmaras já conhecidas, o processo é ainda mais arriscado e delicado. Se o veredicto for positivo, as escavações podem começar em novembro.
A ideia inicial é fazer pequenos furos, de menos de 10 centímetros de largura, na superfície do solo e, então, enviar pequenos tratores controlados remotamente para explorar o local.
