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Quem é Deb Haaland, eleita a primeira mulher indígena governadora nos EUA

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Esta semana, ocorreram as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, que definem cargos nos governos estaduais, no Senado e na Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil. A votação ocorreu no dia 3 de novembro, mas a apuração pode levar de algumas horas a vários dias, com os resultados sendo divulgados progressivamente.

Na própria noite do dia 3, os votos para o governo do estado do Novo México foram apurados, declarando a vitória da democrata Deb Haaland, que se tornará a primeira mulher indígena a governar um estado nos EUA. 

No Brasil, uma pessoa indígena chegou ao cargo de governador pela primeira vez em 2022, com a eleição de Jerônimo Rodrigues, do PT, para o governo da Bahia. Ele foi reeleito em 2026. Nenhuma mulher indígena já ocupou o cargo de governadora no país. 

Quem é Deb Haaland

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Integrante do Pueblo de Laguna, povo nativo americano localizado no Novo México, Haaland vem de uma família militar. Seu pai, de origem norueguesa, era um fuzileiro naval que lutou na Guerra do Vietnã, enquanto sua mãe, uma mulher indígena, era veterana da Marinha. Deb pertence à 35ª geração de sua família no estado. 

Sua trajetória foi marcada por dificuldades financeiras. Ela ingressou no curso de Letras da Universidade do Novo México (UNM) aos 28 anos e, poucos dias depois de se formar, teve sua filha, na década de 1990. Mãe solo, acumulou dívidas de empréstimos estudantis e precisou solicitar assistência emergencial do governo. Também trabalhava como voluntária na escola da filha para conseguir custear sua educação, segundo informações do Congresso americano. 

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Depois, Haaland abriu um pequeno negócio de produção de molho enlatado e trabalhava com serviços de catering (fornecimento de comida e bebida para eventos). Ingressou na política em meados dos anos 2000, quando começou a atuar em campanhas democratas, como as de John Kerry e Barack Obama. Nesse mesmo período, obteve seu diploma em Direito Indígena, na Universidade do Novo México.

Com a formação, trabalhou no conselho de administração da Laguna Development Corporation (LDC), órgão responsável por fiscalizar empreendimentos e construções no Pueblo de Laguna. Lá, trabalhava na elaboração de políticas voltadas à sustentabilidade das construções.

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Foi crescendo gradualmente no partido democrata. Em 2012, atuou como diretora de mobilização do voto indígena na campanha de reeleição de Obama. No ano seguinte, tornou-se administradora do povoado indígena de San Felipe, cargo que ocupou até 2015, quando assumiu a direção do Partido Democrata do Novo México. 

Em 2018, se elegeu para a Câmara dos Representantes pelo Novo México. Naquele ano, junto de Sharice Davids, eleita pelo Kansas, tornou-se uma das primeiras mulheres indígenas a conquistar uma vaga no Congresso americano. Entre as pautas defendidas por Deb estavam o combate às mudanças climáticas, a saúde e os direitos das comunidades indígenas. 

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Apenas alguns anos depois, em 2021, ela voltou a fazer história ao se tornar a primeira indígena a ser secretária de um departamento no gabinete presidencial dos Estados Unidos, durante o governo de Joe Biden. Ela atuava no Departamento do Interior, que administra terras públicas e é responsável por atuar com questões indígenas no país. 

Seu próximo passo foi, aos 64 anos, se candidatar ao governo de seu estado.

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