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“The Legend of Zelda: Ocarina of Time” resgata um dos melhores jogos de todos os tempos

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Quando The Legend of Zelda: Ocarina of Time foi lançado, em novembro de 1998, o site Metacritic (que agrega análises de filmes, jogos, programas de TV e outros artefatos culturais) nem existia; só entrou no ar três anos depois. Mas a equipe do site fez questão de incluir a nota do jogo, e foi atrás das análises publicadas à época do lançamento. A pontuação, computada a partir de 22 críticas escritas por jornalistas, é sublime: 99 de 100.  

Mesmo hoje, um quarto de século depois, você logo percebe a razão. A Nintendo produziu um remake, com gráficos modernizados, de Ocarina of Time, que será lançado nesta quinta-feira (5) para o console Switch 2 – e o jogo ainda impressiona. Você atravessa cavernas gigantescas, quase labirínticas, coletando itens, enfrentando inimigos, resolvendo puzzles e armadilhas, com uma curva de complexidade que cresce em ritmo quase perfeito. Ocarina of Time consegue, bem ao estilo Zelda, ser desafiador e relaxante ao mesmo tempo.    

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Ele foi o primeiro Zelda com cenários em 3D, aproveitando o poder de processamento do console Nintendo 64, impressionante para a época. O remake tem a qualidade gráfica que se espera de um jogo moderno. Com um porém: a granulação e cintilação de detalhes da imagem, bem visíveis quando você joga com o Switch 2 conectado à TV (no modo portátil, bem menos). Os cabelos dos personagens, por exemplo, parecem “vibrar”, especialmente quando aparecem mais de perto.  

São efeitos colaterais do upscaling (o console roda o jogo numa resolução menor e depois usa IA para aumentá-la). Isso surpreende um pouco, já que o Switch 2 possui a tecnologia de upscaling DLSS, da Nvidia, que costuma gerar resultados quase impecáveis. Mas não é o fim do mundo: você logo fica envolvido com o jogo e a história, e esquece as imperfeições. 

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Personagem Link, de The Legend of Zelda, correndo por uma floresta mística e nebulosa. Ele veste túnica verde e calças marrons, com um escudo nas costas. O caminho de pedras é ladeado por folhagens, flores roxas e árvores frondosas. Uma luz brilhante flutua à frente, e uma casa na árvore com luzes amarelas aparece à direita.
Nintendo/Reprodução

Ocarina of Time é uma peça-chave da cronologia Zelda, e traz revelações interessantes para quem se interessa pela mitologia da franquia. Mas não é preciso ser iniciado nela para apreciar a história, que é interessante e bem contada. 

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O remake aproveita os sensores de movimento do Switch 2, e permite mirar nos inimigos (quando você está usando armas de projéteis) simplesmente inclinando o controle. Funciona bem – mas, se você preferir, dá para desligar e mirar do jeito tradicional, com a alavanca. 

Personagem Link, de The Legend of Zelda, em combate subaquático, atacando com espada brilhante e escudo. Ele veste túnica verde e está agachado, com um inimigo fantasmagórico verde à esquerda e uma explosão de energia azul-esverdeada no centro. O cenário é um templo submerso, com arquitetura ornamentada e raios de luz penetrando a água.
Nintendo/Reprodução
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Ocarina of Time não tem a profundidade e a vastidão dos Zeldas modernos, Breath of the Wild (2017) e Tears of the Kingdom (2023). Isso nem seria possível: em que pese seu brilhantismo, ele é limitado pela tecnologia dos anos 1990. Mas, até hoje, é um baita jogo – tanto para quem se interessa pela história e pela evolução dos games, quanto para quem só quer se divertir. 

The Legend of Zelda: Ocarina of Time será lançado nesta quinta-feira (5), por R$ 329,90, para o console Switch 2. Também será vendido em mídia física (R$ 439,90 na Amazon). 

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