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O que é o fogo-fátuo e como ele se forma?

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O fogo-fátuo é um fenômeno natural visualmente impressionante que pode ocorrer em cemitérios e pântanos. Ele é cracterizado pelo surgimento de misteriosas chamas azuladas que aparecem por alguns segundos na superfície e somem logo depois, sem deixar vestígios.

Esse fenômeno intriga a humanidade há séculos e alimenta antigas lendas sobre espíritos e seres mágicos da floresta. Contudo, a ciência oferece uma explicação clara para as aparições.

A ciência por trás do fogo-fátuo

A explicação para o fogo-fátuo reside na decomposição de corpos de seres vivos. Durante esse processo natural, bactérias metabolizam a matéria orgânica e produzem gases como metano e fosfina. Esses gases se acumulam e, sob pressão, vazam do subsolo por pequenas fendas, subindo à superfície.

Ao entrar em contato com o oxigênio do ar, o metano e a fosfina entram em combustão espontânea. “Ocorre uma pequena explosão e a chama azulada vem acompanhada de um estrondo que assusta quem está por perto”, afirma o químico Luiz Henrique Ferreira, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).

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Essa reação é rápida, e a chama não dura mais que alguns segundos. Curiosamente, se alguém se move bruscamente perto do fenômeno, o deslocamento de ar pode fazer a chama parecer perseguir a pessoa, reforçando o misticismo.

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As lenda sobre o fogo-fátuo

Diante de um espetáculo tão incomum, não é de se espantar que o fenômeno alimente lendas de fantasmas, assombrações e almas penadas em diversas culturas. No Brasil, o fogo-fátuo deu origem a um dos mais antigos mitos indígenas: o boitatá, uma enorme serpente de fogo que, segundo a crença popular, protege as florestas e pune quem as destrói.

O jesuíta português José de Anchieta chegou a descrever o fogo-fátuo em 1560, associando-o ao boitatá: “Junto do mar e dos rios, não se vê outra coisa senão o boitatá, o facho cintilante de fogo que rapidamente acomete os índios e mata-os.” Essa descrição histórica ressalta a antiguidade e a força do mito gerado por esse fascinante fenômeno natural.

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Este conteúdo foi atualizado com inteligência artificial e revisado por jornalistas a partir de um texto de 2011 da Mundo Estranho.

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