Manuela D’Ávila é envolvida no crime do Hacker

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Manuela D’Ávila

Manuela D’Ávila é política, não jornalista. O hacker a envolveu num crime.

Manuela D’Ávila, do PCdoB, ouviu o grampo ilegal de um áudio entre dois procuradores — o que a teria convencido a repassar o contato do hacker a Glenn Greenwald.

Delgatti, conhecido como Vermelho, disse ter entrado em contato com Manuela D’Ávila para obter o telefone de Glenn Greenwald.

Pouco antes de vir à tona o depoimento de Walter Delgatti Neto à Polícia Federal, obtido pela GloboNews, Manuela D’Ávila foi ao Twitter para atacar Sergio Moro.

Manuela D’Ávila

É claro que, de lá para cá, a PF colheu novos elementos sobre os estelionatários, em particular no que se refere aos seus cúmplices.

Manuela D’Ávila –contatada pelo hacker– duvidou, num primeiro momento, da veracidade da afirmação de que ele tinha o material.

Então, sempre segundo o depoimento, Delgatti mandou à ex-deputada federal um áudio com uma conversa entre os procuradores Orlando Martello e Januário Paludo.

Dez minutos depois de o áudio ter sido enviado a Manuela, afirmou Delgatti, Glenn Greenwald entrou em contato com o hacker.

“Ao revelar que Manuela D’Ávila, ex-candidata a vice do petista Fernando Haddad, foi a intermediária entre ele e Glenn Greenwald, o hacker Walter Delgatti colocou-a na chamada sinuca de bico”.

“Ter intermediado a entrega do produto de um crime para um jornalista pode implicar cumplicidade, na visão de alguns. Há, porém, quem considere que a ex-deputada apenas agiu como uma pessoa que informa a um jornalista sobre um fato de que teve conhecimento.

O problema muda de figura no caso de ter havido um pagamento nessa cadeia de informantes. Não parece provável que um estelionatário seja movido apenas por ‘fazer justiça, trazendo a verdade para o povo’, conforme depoimento de Glenn Greenwald sobre seus contatos com o hacker.”

Manuela D’Ávila divulga nota sobre o depoimento do hacker Walter Delgatti Neto, que a apontou como intermediária entre ele e Glenn Greenwald.

Na nota, Manuela –que é formada em jornalismo, mas ganhou a vida como parlamentar e política do PCdoB– ALEGA SER JORNALISTA e “estar apta a produzir matérias com sigilo de fonte”.

A Polícia Federal informou à Justiça que ainda não conseguiu localizar valores em bitcoins que Walter Delgatti Neto e Danilo Cristiano Marques admitiram movimentar, em depoimentos na Operação Spoofing.

Ao prorrogar a prisão deles, o juiz Vallisney de Souza Oliveira também ampliou de três para sete o número de corretoras de criptomoedas notificadas a informar as transações deles e do casal formado por Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila de Oliveira.

A grande lacuna do depoimento de Walter Delgatti Neto, o Vermelho, é quem teria pago pelos seus serviços – é o que a PF quer saber agora, em novos depoimentos e na análise do material.

Investigadores consideram muito difícil que Walter Delgatti e sua turma tenham hackeado quase mil números de celular, incluindo os das mais altas autoridades da República, por iniciativa própria.

Como têm perfil de estelionatários e vivem de golpes, não fariam isso de graça e apenas por motivação política ou ideológica pessoal, muito menos de brincadeira.

O desafio dos policiais agora é, nos interrogatórios e análise dos equipamentos apreendidos, encontrar pistas de quem pode ter bancado a devassa.

Manuela D’Ávila está passando uma temporada na Inglaterra.

“Justamente no dia do depoimento do hacker”, diz o Estadão, “a ex-deputada iniciava suas férias”.

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