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Generais tomam as rédeas: “Agora é nossa vez”

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Passada a euforia dos primeiros cinco meses desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, os generais que avalizaram a candidatura do capitão começam a mostrar ao comandante-em-chefe das Forças Armadas os rumos que o Brasil deve seguir para entrar nos trilhos. Acabou a fase de viajar aos Estados Unidos para afagos e receber prêmios de Homem do Ano. Como também foi deixada de lado uma eventual aliança para intervir na Venezuela e derrubar Nicolás Maduro, como deseja o Pentágono.

A fase agora é de ação. De vender lá fora o que o Brasil produz de bom, comprar de parceiros comerciais o minimo que necessitamos e atrair o maior número possível de investimentos. Os generais Hamilton Mourão (vice-presidente da República) e Santos Cruz (ministro-chefe da Secretaria de Governo) estão encarregados dessa missão. A costura cabe ao também general Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional.

A mudança de estilo, antecedida de um esparadrapo nas bocas do guru Olavo de Carvalho e de Flávio, Eduardo e Carlos, herdeiros políticos de Bolsonaro, começa a mostrar resultados. O clima com os árabes, que chegou a ser hostil com a intempestiva (e suspensa) anunciada transferência da embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, é mais animador. E os chineses, maiores investidores no Brasil há mais de uma década, resolveram abrir os olhos e ajudar de novo o Gigante Adormecido a acordar.

A reaproximação com o Oriente e a Ásia foi atribuída a Hamilton Mourão. Com a missão do vice coroada de sucesso, foi a vez de Santos Cruz viajar à França, onde apresentou a grandes empresas europeias, em seminário realizado em Paris, as potencialidades e garantias que o Brasil oferece para quem busca uma nova rota de desenvolvimento global. Na capital francesa, Santos Cruz foi aplaudido quando expôs o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), que ir rodovias, ferrovias e aeroportos. E uma gama de vantagens para quem despejar euros nos setores primário, secundário e terciário da economia.

Da Europa, a avaliação é que cheguem ao longo dos próximos quatro anos investimentos estimados em 80 bilhões de euros. Dos árabes, virão bilhões de petrodólares em troca de frango, ovos, carne bovina, grãos, minérios e, quem sabe, até água. Da China, nem se fala. A expectativa é de que a balança comercial gire a nosso favor, só em 2019, em 40 bilhões de dólares.

Os militares são estrategistas. Traçam planos para a guerra e para a paz. E estão sempre juntos, trocando ideias, considerando pontos de vista individuais em busca de um consenso. Os generais que ocupam gabinetes no Palácio do Planalto costumam fazer uma ‘terapia mental’ em cavalgadas no QG do Exército em Brasília. Generais que estão fora do governo, e outros que, com broche de parlamentar na lapela apoiam Bolsonaro no Congresso Nacional, também marcam presença nessas cavalgadas.

Um deles é o general Paulo Chagas, tido pelos colegas como um herói pela coragem de, sem qualquer estrutura partidária, disputar o Palácio do Buriti. Não venceu, é verdade, porque o dinheiro do adversário falou mais alto. Mas ficou como um privilegiado espectador do cenário político, principalmente no que se passa no entorno da Praça dos Três Poderes.

Paulo Chagas respeita e é respeitado pelos generais que estão dentro e fora do Planalto. Costuma manifestar opiniões aplaudidas por seus pares. Não aceita que seja comparado a uma espécie de porta-voz do grupo. Mas quase tudo o que ele diz, tem aval imediato.

Na madrugada desta quinta, 6, por exemplo, o general, que costuma usar as redes sociais para expor seus pensamentos, deu uma demonstração de equilíbrio. “Uniformidade de pensamento e de atitudes, traduzida em rígida disciplina intelectual na execução do planejamento, em todos os níveis, aí incluído o do próprio Presidente da República, garantirá a conquista dos objetivos estabelecidos com o mínimo de desgaste e no menor tempo, caracterizando a união de todos em torno dos ideais que motivaram os eleitores a votar naquelas propostas”, escreveu, numa referência ao plano de governo de Bolsonaro revelado ainda durante a campanha eleitoral.

Paulo Chagas ponderou, porém, que “prioridades bem justificadas no plano ajudarão a identificar o que é essencial e o que pode tornar-se supérfluo diante dos obstáculos e da dinâmica das circunstâncias”.

Mas, como todo militar que se preza, ele deixou um aviso: “O acompanhamento cerrado do comportamento e das intenções da oposição e dos aliados de oportunidade, bem como a atualização periódica do planejamento e da orientação à base parlamentar, permitirão antecipação às reações e a salvaguarda dos fundamentos do plano e do apoio popular”.

Sexta-feira, logo cedo, é dia de cavalgada no QG do Exército. E já há seguidores de Paulo Chagas – são milhares deles nas redes sociais – na expectativa de ler o que for postado quando o Sol se pôr.

Senadores promovem ‘boca livre’ com dinheiro do povo

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“Senadores promovem banquetes para convidados que chegam a custar quase um salário mínimo ou mais de duas vezes o valor do BPC (a aposentadoria paga a idosos em situação de extrema pobreza) previsto na reforma da Previdência, que é de R$ 400. As refeições são bancadas pelo Senado Federal com dinheiro público. Um único jantar de parlamentar chegou a ter 14 pessoas. A maior despesa em 2019 foi feita pelo senador Paulo Rocha (PT-PA), no Restaurante da Graça, em Brasília, no valor de R$ 944 (veja lista no final deste post).

O campeão de gastos é o senador Humberto Costa (PT-PE). Ele torrou R$ 8,9 mil em refeições neste ano, 14 delas em valores acima de R$ 200. A mais cara, no restaurante japonês Kojima Brasília, custou R$ 553. No Bartolomeu Forneria, que tem pernil à pururuca e lombo de bacalhau no cardápio, a despesa ficou em R$ 442. Mas o senador também frequentou o Mar Aberto Restaurante e o Trattoria Toscana, em Recife. Em Salvador, esteve no Recanto da Lua Cheia, na Cidade Baixa.

“O gabinete do senador afirma que o Senado autoriza a realização de “refeições de trabalho”, inclusive com a presença de convidados como “lideranças políticas e sociais, parlamentares, entre outros, atividades que o senador desenvolve de acordo com a sua agenda”. Ele também esteve em São Paulo, em março, para participar da campanha “Liberdade para Lula”. Gastou R$ 299 no Vadinho Comércio de Bebidas.

Gasto elevado no dia da posse
A segunda colocada em volume de gastos é a senadora Mailza (PP-AC), com um total de R$ 8,4 mil desde janeiro. Ela iniciou o mandato gastando por conta do contribuinte. Em 3 de janeiro, dia da sua posse, na vaga do ex-senador Gladson Cameli (PP-AC), ela fez uma despesa de R$ 492 no restaurante do Senado, administrado pelo Senac. Em março, gastou R$ 353 numa refeição no Élcio Restaurante, em Rio Branco. Ela afirmou ao blog que despesas com alimentação são ressarcidas em “compromissos de natureza política, funcional ou de representação parlamentar”, de acordo com as normas do Senado.”

“O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) fez a segunda maior despesa numa única refeição: R$ 852, no restaurante Comidas Regionais, em Brasília. Ele acompanhou 14 lideranças indígenas do seu estado em visita ao presidente Jair Bolsonaro, no dia 7 de maio. Após o evento, já tarde da noite, levou todos para jantar por conta do Senado.

O senador José Maranhão (MDB-PB) torrou R$ 667 na churrascaria Fogo de Chão. Maranhão afirmou que as despesas são feitas dentro das regras do Senado. As refeições de valores mais elevados são feitas com convidados “dentro das suas atividades parlamentares”.

Refeições para convidados e lideranças
As 31 refeições do senador Elmano Férrer (PODE-PI) neste ano tiveram valor médio de R$ 210. Um custo de R$ 6,5 mil aos cofres públicos. As mais caras foram feitas no restaurante do Senado, administrado pelo Senac, nos valores de R$ 650 e R$ 437. Ao todo, ele gastou R$ 4,1 mil nesse restaurante.

Mas Férrer também gastou com alimentação em viagens ao seu estado. Em 23 de fevereiro, na cidade de Parnaíba, pagou R$ 357 por uma refeição no Hotel Maria dos Santos Brito. No mesmo dia, pagou a hospedagem de dois servidores do Senado no mesmo hotel, no valor de R$ 620, e abasteceu o carro no Posto Auto Car, onde gastou R$ 150.”

“O que ele fazia em Parnaíba naquele dia? Participou na instalação da Executiva Municipal do Podemos. Nas redes sociais, Férrer agradeceu a presença dos parnaibanos e das comitivas de Cajueiro da Praia e Ilha Grande. Foram feitas filiações, como a do vereador Evalto Linhares. No dia 1º de maio, retornou a Parnaíba e gastou mais R$ 294 no mesmo hotel e R$ 250 no Posto Ideal. As despesas na cidade foram pagas pelo Senado.

Férrer justificou a despesa de R$ 650 no restaurante do Senado. Ele recebeu portadores da doença AME (Atrofia Muscular Espinhal) no Senado e convidou-os para o almoço. Nos dias 5 e 14 de fevereiro, esteve no restaurante do Senac “com lideranças do estado em alinhamento de ações para os municípios”, afirmou sua assessoria. Na cidade de Parnaíba, o senador esteve “acompanhado de comitiva de assessores técnicos”. O senador afirmou que as refeições foram realizadas “durante cumprimento de agenda” em Brasília e no Piauí.

Fim de semana em Sampa
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) gastou R$ 3,6 mil com refeições até abril. A mais cara foi no Nosso Italiano Restaurante, em Brasília, no valor de R$ 439. Também esteve na Chicago Prime Parrilla, onde pegou nota de R$ 301.

Mas ele manteve o hábito de frequentar restaurantes chiques de São Paulo bancado pelo Senado. No dia 6 de abril, um sábado, ele gastou R$ 298 no restaurante japonês Nakka, no tradicional bairro Cerqueira César. No domingo, esteve no Geppeto, onde fez despesa de R$ 238; e também no Buca, no Jardim Europa, onde gastou R$ 382. Em 14 de abril voltou a São Paulo e comeu novamente no Nakka, com despesa de R$ 319.

“Lá in Casa”
A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) costuma levar trabalho para casa. Ela fez despesa de R$ 350 no restaurante Lá in Casa, no dia 2 de maio. Em 10 de maio, gastou mais R$ 226 na Churrascaria Laço de Ouro. O gabinete afirmou que, nas duas ocasiões, a senadora estava em reuniões com equipe de trabalho. “No restaurante Lá In Casa, estávamos em oito pessoas e, na Churrascaria Laço de Ouro, em cinco”. Tudo espetado na conta do Senado.”

“O blog questionou se seria correto despesas tão elevadas com restaurantes, a assessoria de Soraya respondeu: “o gasto poderia ser considerado elevado se fosse apenas para a refeição de uma pessoa, o que não é o caso. Os valores são referentes à alimentação de várias pessoas que estavam trabalhando. Entendemos o momento que o país está passando economicamente e temos o cuidado de usar os recursos públicos de forma sensata, honesta e prudente”.

No dia 26 de março, a senadora Daniela Ribeiro (PP-PB) gastou R$ 450 numa refeição no restaurante do Senado (Senac). Em 5 de abril, mais R$ 420 no restaurante T W Campina, em Campina Grande. O gabinete da senadora afirmou que as refeições foram realizadas em cumprimento de agenda de trabalho.

Verba para “assegurar independência”
A senadora Kátia Abreu (PDT-TO) apresentou notas nos restaurante Coco Bambu Frutos do Mar e Quattro Restaurante, em Brasília, nos valores de R$ 440 e R$ 206. A sua assessoria esclareceu que as duas despesas foram realizadas para atender a almoços institucionais, nos quais a parlamentar esteve com lideranças políticas do Tocantins.

O senador Flávio Arns (REDE-PR) fez uma despesa de R$ 353 no Restaurante Pinheiro, em Paiçandu (PR), cidade próxima a Maringá, em 8 de fevereiro. No dia 30 de abril, gastou R$ 215 no Troppo Presto Pizzas e Massas, em Curitiba. O senador afirmou ao blog que, “entre as despesas com alimentação, nenhuma delas foi realizada com familiares ou amigos, são todas de cunho institucional”.

“Arns acrescentou que “a verba indenizatória existe para financiar o trabalho dos parlamentares. É uma forma de assegurar a independência quanto ao custeio da atividade política. Ressalto que não possuo no meu mandato nenhum ressarcimento irregular, sendo todas as despesas fiscalizadas e auditadas pelos órgãos de controle do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU)”.

O senador Zequinha Marinho (PSC-PA) consumiu R$ 318 no restaurante Coco Bambu Frutos do Mar, no dia 5 de maio. Segundo a assessoria do senador, naquela data, ele recebia lideranças políticas que estavam em Brasília para acompanhar o parlamentar em audiências de interesse do Pará nos ministérios. Acrescentou que, embora permitidas, “essas eventualidades não fazem parte da rotina do seu trabalho parlamentar. O senador preza pela racionalização dos gastos com dinheiro público”.

Os senadores que foram questionados pelo blog sobre a regularidade dos gastos com terceiros em refeições pagas pelo Senado responderam que o ressarcimento é permitido quando em compromisso de natureza política, funcional ou de representação parlamentar, conforme Ato do Primeiro-Secretário nº 5 de 2014 do Senado Federal. Procuradores, outros senadores citados não retornaram os contatos ou preferiram não se manifestar.

Os maiores gastos dos senadores com o ‘auxílio-banquete’ em uma única refeição

Paulo Rocha (PT-PA) Restaurante da Graça  R$944,11
Chico Rodrigues (DEM-RR) Comidas Regionais do Brasil R$852,00
José Maranhão (MDB-PB) Churrascaria Fogo de Chão R$667,00
Elmano Férrer (PSDB-PI) Senac R$650,46
Lucas Barreto (PSD-AP) Senac R$584,95
Humberto Costa (PT-PE) Kojima Brasília  R$553,90
Mailza Gomes (PP-AC) Senac R$492,08
Daniella Ribeiro (PP-PB) Senac R$450,00
Humberto Costa (PT-PE) Bartolomeu Forneria R$442,00
Kátia Abreu (PDT-TO) Coco Bambu  R$440,00
Ciro Nogueira (PP-PI) Nosso Italiano Restaurante Ltda R$439,30
Elmano Férrer (PSDB-PI) Senac R$437,75
Telmário Mota (PROS-RR) Restaurante Mangai  R$424,99
Daniella Ribeiro (PP-PB) The W Campina Restaurante R$420,20
Humberto Costa (PT-PE) Pereira e Medeiros R$387,50
Ciro Nogueira (PP-PI) Buca Serviços de Alimentação  R$382,50
Humberto Costa (PT-PE) Bertolomeu Forneria R$364,00
Elmano Férrer (PSDB-PI) Maria dos Santos Brito R$357,00
Daniella Ribeiro (PP-PB) Restaurante Soho R$354,25
Flávio Arns (REDE-PR) Restaurante Pinheirão R$353,00
Mailza Gomes (PP-AC) Elcio Restaurante R$353,00
Soraya Thronicke (PSL-MS) Lá in Casa R$350,33
Elmano Férrer (PSDB-PI) Senac R$349,68
Mailza Gomes (PP-AC) CB Brasília Alimentos R$344,50
Ciro Nogueira (PP-PI) Restaurante Nakka  R$319,00
Zequinha Marinho (PSC-PA) Coco Bambu Frutos do Mar R$318,60
Mailza Gomes (PP-AC) PBJM Gêneros Alimentícios R$311,60
Ciro Nogueira (PP-PI) Chicago Prime Parrilla  R$301,90
Humberto Costa (PT-PE) Vadinho Com de Bebidas R$299,50
Ciro Nogueira (PP-PI) Restaurante Nakka Ltda R$298,00
Mailza Gomes (PP-AC) Amarelinho Restaurante R$295,16
Elmano Férrer (PSDB-PI) Maria dos Santos Brito R$294,10
Humberto Costa (PT-PE) Trattoria Toscana R$290,00
Telmário Mota (PROS-RR) La Pausa Cafés especiais R$290,00
Elmano Férrer (PSDB-PI) Senac R$287,87
Mailza Gomes (PP-AC) Elcio Restaurante R$284,50
Ciro Nogueira (PP-PI) Office 10 Serviços R$277,52
Messias de Jesus (PRB-RR) Rota do charme Doces Finos de Pelotas R$277,50
Humberto Costa (PT-PE) Bassi – Carnes e Mercearia Búfalo Eireli R$273,60
Telmário Mota (PROS-RR) Senac R$271,13
Elmano Férrer (PSDB-PI) Senac R$268,76
Lucas Barreto (PSD-AP Senac R$267,23
Mailza Gomes (PP-AC) Churrascaria Sabor do Sul R$267,04
Fabiano Contarato (REDE-ES) Kimukeca Frutos do Mar R$264,15
Mailza Gomes (PP-AC) Senac R$263,83
Humberto Costa (PT-PE) Mar Aberto Restaurante R$262,70
Elmano Férrer (PSDB-PI) Senac R$261,86
Mailza Gomes (PP-AC) Restaurante Esquina Mineira R$260,50
Elmano Férrer (PSDB-PI) Senac R$257,00
Humberto Costa (PT-PE) Douro Bar e Restaurante R$253,90

By: Lúcio Vaz – Gazeta do Povo

Direita e esquerda unidos pela redução da maioridade penal

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Parlamentares do PSL, de partidos de centro e até da esquerda — como PDT e PSB — compõem a Frente Parlamentar Mista da Redução da Maioridade Penal, que será lançada no fim deste mês.

O grupo será formado por 194 deputados e 9 senadores de 17 partidos, incluindo os filhos do presidente Eduardo e Flávio.

Um dos principais objetivos será concluir a votação da proposta de redução da maioridade penal para 16 anos — uma PEC nesse sentido foi apresentada em 1993, votada na Câmara em 2015 e, desde então, a tramitação está parada no Senado.

“A redução da maioridade penal é uma questão de responsabilidade e justiça, vai ao encontro do que a maioria da população quer”, defende o presidente da frente, deputado Carlos Jordy (PSL), um dos vice-líderes do governo na Câmara.

Bolsonaro diz que, por ele, maioridade penal cairia para 14 anos

Jair Bolsonaro está dando entrevistas em série aos canais de TV um dia depois de sua eleição em segundo turno. Depois do SBT, falou ao Jornal da Band.

Um dos assuntos foi a redução da maioridade penal, uma de suas promessas de campanha.

“Se não for possível para 16, que seja para 17 [anos]. Por mim seria para 14, mas aí dificilmente seria aprovada. Pode ter certeza que reduzindo a maioridade penal, a violência no Brasil tende a diminuir”, disse o presidente eleito.

Questionado sobre o regime militar, Bolsonaro afirmou que a população brasileira está começando a entender que “não houve ditadura”.

Fim do auxílio-reclusão e redução da maioridade penal

Sob o comando de Simone Tebet, a CCJ do Senado vai analisar duas PECs que coincidem com o discurso de campanha de Jair Bolsonaro.

Uma propõe o fim do chamado auxílio-reclusão, benefício pago a famílias de presos de baixa renda segurados pela Previdência Social.

Outra reduz a maioridade penal para os 16 anos, sem exceção.

Ambas as PECs são de autoria do senador Márcio Bittar, do MDB do Acre.

Moro é a favor de reduzir maioridade penal para 16 anos em casos de crimes graves

Sergio Moro diz que “parece razoável” reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes graves, envolvendo lesão corporal grave, morte e estupro.

84% apoiam redução da maioridade penal

A redução da maioridade penal de 18 anos para 16 tem o apoio de 84% dos brasileiros, segundo o Datafolha.

PT promete obstruir crédito de R$ 248,9 bilhões ao Executivo.

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O PT promete fazer de tudo para atrapalhar a votação hoje do PLN 4, projeto de lei do Congresso Nacional que autoriza operações de crédito suplementar que financiarão diversas políticas sociais em 2019.

“A PLN 4 trata da autorização para que seja contraído um crédito suplementar no valor de R$ 248,9 bilhões para que o governo possa fazer frente a despesas correntes, sem quebrar a regra de ouro. Essa vem a ser uma regra que foi estabelecida pela lei de responsabilidade fiscal pela qual o governo não pode emitir dívida nova pra pagar despesas correntes ou seja despesas que já estavam previstas no orçamento.”

É a primeira vez que o governo Bolsonaro pede ao Congresso permissão para se endividar além da chamada regra de ouro do Orçamento.

O petista Paulo Pimenta também promete obstruir a votação do crédito suplementar e ainda diz que é o governo quem aposta “na estratégia do caos”.

É o caos petista.

Flávio Bolsonaro afirma que “a eleição já acabou” a parlamentares do PT que fazem obstrução à votação de crédito suplementar ao Executivo.

“É preciso ter responsabilidade nesse momento. A eleição já acabou. Não precisamos de um terceiro turno. O Brasil precisa votar a caminhar.”

O vice-líder do PT na Câmara, Nelson Pellegrino, também tenta suspender a sessão na Comissão Mista de Orçamento que vota um crédito extra de R$ 248,9 bilhões de reais ao Executivo.

Presidente de comissão suspende sessão que votava crédito suplementar

O presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB), acaba de suspender a sessão que votava um crédito extra de R$ 248,9 bilhões ao Executivo.

Os líderes das bancadas vão se reunir com Marcelo Castro para tentar chegar a um acordo.

Caso concordem, a votação ocorrerá ainda hoje; caso discordem, o crédito suplementar voltará à pauta na próxima semana.

Ibaneis reduz gastos com pessoal para 42,34%

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O índice é o menor dos últimos 10 anos, segundo levantamento da Codeplan. Fora do limite da LRF, governo pode contratar servidores e fazer operações de crédito

Mesmo com o discurso de falta de dinheiro, o Governador Ibaneis Rocha conseguiu o melhor resultado dos últimos 10 anos em relação ao comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL). Relatório de Gestão Fiscal referente ao primeiro quadrimestre de 2019 mostra que o Executivo comprometeu 42,34% com despesas de pessoal – percentual abaixo dos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No balanço anterior, divulgado em setembro de 2018, o índice era de 45,5%.

Pelos dados, entre janeiro e abril, o governo registrou RCL de R$ 21,9 bilhões e desembolsou cerca de R$ 9,2 bilhões com pessoal. De acordo com a legislação, a LRF atinge o alerta quando chega a 44,10%.

O limite prudencial começa em 46,55%; e o teto é quando se chega aos 49%. Ou seja, hoje, a situação da capital é muito melhor do que se comparada a exercícios anteriores. Em 2015, primeiro ano da gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), por exemplo, as despesas com pessoal chegavam a 50,8% da receita, 1,8 ponto percentual além do máximo permitido.

Por ferir a legislação, além de não poder contratar servidores, o GDF ficou impedido de fazer operações de crédito. A situação saiu do limite prudencial, de até 46,55%, em 2017, mas não deixou o quadro de alerta. No fim de 2018, o último relatório apontava 45,5% da RCL com servidores.

Os dados deste ano foram divulgados no Diário Oficial local (DODF). A redução de gastos com pessoal foi de R$ 200 milhões nos primeiros quatro meses do ano: caiu de R$ 9,4 bilhões para R$ 9,2 bilhões. Além disso, a RCL subiu de R$ 21 bilhões para R$ 21,9 bilhões.

Veja os dados referentes ao primeiro quadrimestre de 2019:
REPRODUÇÃOReprodução

Segundo a Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), o índice é o menor dos últimos 10 anos. “O DF manteve, no primeiro quadrimestre de 2019, sua trajetória de queda iniciada no final de 2017, situando-se, pelo segundo período consecutivo, abaixo do limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz a edição de Finanças do Boletim de Conjuntura do DF, feito pela Codeplan. O estudo é um instrumento de análise periódica do cenário econômico local.

Para o secretário de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão, André Clemente, o avanço nos números deve-se a um conjunto de fatores. Ele associa o movimento à “melhora da economia local, crescimento do setor de serviços, aumento da receita e redução da despesa”, disse. Clemente ressalta ainda que as nomeações de servidores ocorreram lentamente nos primeiros meses, o que também influenciou na redução de pessoal. “A estrutura está sendo revista e a tendência é de diminuição da máquina”, completou.

Reajuste para servidores

Mesmo com o otimismo nos números e fora dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, não há previsão para que o governo conceda o reajuste dos servidores públicos locais. O pagamento da terceira parcela do aumento salarial previsto ainda na gestão de Agnelo Queiroz (PT) está suspenso desde maio, quando o Tribunal de Contas da União (TCU) publicou o acórdão da decisão que obrigava o GDF a devolver o Imposto de Renda incidente sobre os soldos e benefícios pagos aos servidores com recursos do Fundo Constitucional (FCDF). A previsão era que o GDF perdesse R$ 680 milhões.

Dias depois, contudo, o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou pedido da Procuradoria-Geral do Distrito Federal e derrubou, em caráter liminar, decisão do TCU. Mesmo assim, não há previsão de reajuste. “Estamos em um cenário conservador para novas despesas. As prioridades agora são obras”, ressaltou o secretário de Fazenda.

Administrador do Cruzeiro é exonerado

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No decreto, o chefe do Executivo substitui Felipe Rodrigues Oliveira por Cláudio Simões dos Santos

O administrador do Cruzeiro foi exonerado na manhã desta quarta-feira (05/06/2019). A decisão, assinada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), foi publicada no Diário Oficial do DF (DODF). No decreto, o chefe do Executivo local substitui Felipe Rodrigues Oliveira (foto principal) por Cláudio Simões dos Santos.

Em 27 de maio, Felipe entrou na mira do Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC-DF) por suspeita de uso da máquina pública para a promoção pessoal do deputado distrital Reginaldo Sardinha (Avante).

Segundo o órgão de fiscalização, a Administração Regional do Cruzeiro feriu o princípio legal da impessoalidade, no concurso público para escolha da logomarca do aniversário de 60 anos da cidade, uma vez que o prêmio da competição é um “passeio” com o parlamentar.

As regras foram publicadas na edição do DODF de 15 de maio. “O participante que for premiado com a primeira colocação receberá como prêmio um tablet e o direito de, com um representante legal, participar de um passeio cívico pela cidade acompanhado do deputado Reginaldo Sardinha e participar do projeto Dia de Deputado”, diz o texto assinado pelo administrador regional do Cruzeiro, Felipe Rodrigues Oliveira, indicado pelo próprio distrital ao cargo.

Na avaliação do procurador do MPC-DF Marcos Felipe Pinheiro Lima, a premiação fere os princípios da impessoalidade, moralidade, proporcionalidade, razoabilidade e o interesse público. “Há, no entendimento do Ministério Público, evidente promoção pessoal do parlamentar, que não deve ser admitida, sob pena de ferir a própria Constituição Federal e a Lei Orgânica do DF (LODF)”, afirmou.

A esquerda joga para o “barco” afundar

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O movimento anti-Moro

“Entidades do movimento negro estão lançando um manifesto contra o pacote anticrime de Sergio Moro”, diz a Folha de S. Paulo.

“Três ex-ministros da Justiça endossaram a iniciativa: Tarso Genro, Eugênio Aragão e José Eduardo Cardozo”.

Todos eles negros e antipetistas, claro. (piada né)

Deputados de PT e PSB vão a Barroso para discutir privatizações

Deputados do PT e PSB se reúnem hoje com Luís Roberto Barroso para discutir o julgamento de amanhã no Supremo que pode dificultar as privatizações.

Na semana passada, o PT pediu para participar do julgamento, se unindo a PC do B e CUT para exigir licitação e lei específica aprovada no Congresso para venda das estatais ou seus ativos.

“O PT irá votar contra o projeto global”

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, disse que governadores ainda não procuraram a bancada para tratar da possível retirada de estados e municípios da reforma da Previdência.

O deputado acrescentou:

“Mas o PT não vai alterar a sua posição, o PT irá votar contra o projeto global.”

PSDB e DEM dependem do fracasso de Bolsonaro

“O destino do PSDB e do DEM está diretamente vinculado ao futuro do bolsonarismo e ao sucesso ou fracasso do governo Jair Bolsonaro”, diz Eliane Cantanhêde.

“Se o Congresso aprovar a reforma da Previdência, se a meta do governo for mantida, se a reforma tiver o impacto esperado na economia, se isso significar a volta dos empregos… Se, se e se, Bolsonaro pode ser um sucesso e PSDB e DEM vão continuar ‘ensanduichados’ entre a esquerda, à frente o PT, e a direita, com o poder na mão.”

 

O Brasil é direita

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A direita conquistou o Brasil.

Pela primeira vez desde 2012, os direitistas superaram os esquerdistas na pesquisa realizada pela Universidade Vanderbilt: 39% dos brasileiros disseram ser de direita e o número de esquerdistas seguiu o caminho oposto: caiu de 39% para 28%.

Jairo Pimentel, da FGV, que participou da pesquisa, explicou para a Folha de S. Paulo que “o sentimento antipetista e o desalento ligado aos escândalos de corrupção abriram margem para que políticos ligados ao espectro conservador captassem parte do eleitorado”.

Direitistas e democratas

O movimento fortaleceu o regime democrático. O percentual dos brasileiros que consideram a democracia a melhor forma de governo subiu de 52%, em 2017, para 60%, em 2019.

Aprovada a MP antifraude

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Com 55 votos favoráveis e 12 contrários, o Senado aprovou a medida provisória com novas regras de combate a fraudes no recebimento de pensões e aposentadorias, passo preliminar para o avanço da reforma da Previdência.

O PT não apenas não entrou no acordo como tentou impedir a votação. Tentam a todo custo falir o país pensando em 2022. 

O governo fez um acordo com a oposição para incluir, na reforma da Previdência, a possibilidade de, ao final de 5 anos, pescadores e trabalhadores rurais renovarem o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) por meio de autodeclaração.

O cadastramento serve para contar o tempo de serviço de segurados especiais e, pelo texto aprovado na Câmara, deveria ser feito até 2023 por sindicatos.

Se não fosse votada hoje, a MP perderia a validade. Agora, vai à sanção de Jair Bolsonaro.

Chocolate, sorvete e salsicha colaboram com mortes precoces

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Estudo da Universidade de Navarra acompanhou a alimentação de 19 mil pessoas durante uma década. Proporção dos que tiveram mortes prematuras é maior entre quem abusava da junk food

Todos já sabemos que a gordura trans é inimiga da saúde e está presente na maioria dos alimentos ultraprocessados à venda nas prateleiras dos supermercados. Também é fato conhecido que a comida industrializada leva na receita conservantes e edulcorantes, que também fazem mal ao corpo. A novidade agora é uma associação científica entre a ingestão desses alimentos e a ocorrência de mortes prematuras.

De acordo com informações divulgadas pela BBC, uma pesquisa realizada na Universidade de Navarra acompanhou 19.899 pessoas durante uma década, avaliando a dieta delas a cada dois anos. Durante o período, 335 indivíduos morreram. Para cada 10 mortes entre os que tinham uma dieta mais equilibrada, houve 16 no grupo que se empanturrava de junk food.

Paralelamente à conclusão de Navarra, um outro trabalho, da Universidade de Paris, acompanhou 105.159 mil pessoas durante cinco anos e avaliou a dieta delas duas vezes por ano. O estudo francês mostrou que os que comiam mais alimentos ultraprocessados apresentaram mais problemas cardíacos.

As taxas de doença cardiovascular foram de 277 por 100 mil indivíduos por ano, entre os que consumiram mais alimentos ultraprocessados, contra 242 por 100 mil entre aqueles que comeram menos alimentos desse tipo. “O rápido e crescente consumo mundial de alimentos ultraprocessados, em detrimento de alimentos menos processados, pode gerar um número maior de doenças cardiovasculares nas próximas décadas”, afirmou Mathilde Touvier, da Universidade de Paris, à BBC.

São considerados “alimentos ultraprocessados” os produtos que têm uma infinidade de ingredientes em sua composição, incluindo conservantes, edulcorantes ou intensificadores de cor. Em regra, considera-se que, se um produto contém mais de cinco ingredientes, provavelmente é ultraprocessado. Na lista de proibidões para a saúde nomeados pelas pesquisadoras entram alimentos como:

• carne processada, como salsichas e hambúrgueres;
• cereais matinais ou barras de cereal;
• sopas instantâneas;
• bebidas açucaradas;
• nuggets de frango;
• bolo;
• chocolate;
• sorvete;
• pão produzido em larga escala;
• refeições prontas, como tortas e pizza;
• shakes que substituem refeições.

Pânico na esquerda: Bolsonaro poderá indicar 5 para o STF

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“Bretas e Moro a caminho do Supremo”

Marcelo Bretas juntou-se ao coro dos que consideram seu ex-colega um excelente nome para o STF.

“Ele foi um excelente juiz, é um excelente ministro, parece que goza da confiança do presidente, então é uma excelente escolha”, disse o juiz da Lava Jato no Rio. -Agora, Após declaração de Bolsonaro, Marcelo Bretas surge como um nome forte para o Supremo.

A PEC da bengala

A deputada Bia Kicis (PRP) propôs a revogação da PEC DA BENGALA, retirando Lewandowski e Rosa Weber do cargo. Ou seja, Bolsonaro poderá indicar 2 nomes em 2020 e 2021, com a possibilidade de indicar mais 2 nomes, caso derrubem a PEC (grandes chances disso acontecer). Se derrubar ele indicará 4.

Gilmar anda complicado e pode cair (impeachment) é o seu pesadelo

Se Gilmar Mendes, cair, indicará 5. Agora você já sabe porquê a pressão para desestabilizar o governo. São cinco (5) Ministros que podem ser indicados por Jair Bolsonaro.

Quem indicou quem:

1 indicado por Sarney, 1 por Collor, 1 por FHC, 3 por Lula, 4 por Dilma e 1 por Temer. Bolsonaro terá a possibilidade de colocar 5 de uma vez só.

Acham mesmo que a esquerda gostaria de ver essa representatividade de direita no Supremo? O governo atual é tao polêmico e está sendo tão atacado porque é o mais poderoso de todos os tempos, porque ele terá influência no Supremo, nas Forças Armadas, no exterior e, de quebra, tem amplo apoio popular.

O senador Plínio Valério com apoio de Álvaro Dias, apresentou uma proposta que limita em 8 anos o mandato dos ministros do STF.

Governo de SP demite servidores que denunciam irregularidades

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O Governo de São Paulo processa servidores que colaboraram para denunciar irregularidades na gestão, segundo a Folha de S. Paulo. Um deles ajudou o Ministério Público a desvendar um caso em que 12 fiscais da Secretaria Estadual da Fazenda se tornaram réus em 2017, por cobrar menos tributos de empresas.

De acordo com a reportagem, o também fiscal acessou o sistema interno da secretaria e forneceu provas das irregularidades aos promotores. Em 2016, na gestão de Geraldo Alckmin (PSBD), o governo paulista abriu um processo administrativo contra ele.

O caso não é isolado. De acordo com a publicação, só na Fazenda, há pelo menos oito casos semelhantes.

Outro servidor chegou a ser demitido por ter enviado um relato com supostas irregularidades ao MP em 2003, também na gestão do tucano. O servidor entrou na Justiça e foi readmitido, na gestão seguinte, de José Serra (PSDB).

Centrão quer estados e municípios fora da reforma

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Líderes do Centrão afirmam que servidores estaduais e municipais devem ficar de fora da reforma da Previdência.

Segundo o deputado Wellington Roberto, do PR, alguns líderes já entraram em acordo quanto à retirada de estados e municípios do texto.

“Ano que vem é ano de eleição, e por ser eleição de prefeitos, os parlamentares têm atuação junto a suas bases. Com isso, eu e outros líderes já conversamos de forma antecipada sobre a retirada desse ponto da reforma”, disse ao Globo.

Déficit previdenciário de estados e municípios soma R$ 96 bilhões por ano, diz relator

O deputado Samuel Moreira afirmou neste sábado, depois de se reunir com técnicos do Ministério da Economia, que o déficit previdenciário de governos estaduais e prefeituras soma R$ 96 bilhões por ano.

“Não há decisão sobre isso [retirar estados e municípios da reforma]. Não há qualquer definição. Esse é um assunto polêmico e grave porque o déficit na Previdência de estados e municípios é de R$ 96 bilhões por ano. Se nós projetarmos por 10 anos, quase 1,2 trilhão.”

Jair Bolsonaro defendeu neste sábado que estados e municípios permaneçam na reforma da Previdência.

“Isso está sendo acertado pela Câmara. Nós gostaríamos que fosse tudo junto. Mas como tem partidos que querem que aprove [separado], tem um impasse dentro da Câmara. Eu não tenho nada a ver com isso. A Câmara que decide agora”, disse.

Retirar estados e municípios da reforma é “absolutamente deplorável”, diz Doria

Para o governador João Doria, retirar os servidores estaduais e municipais da reforma Previdência é uma medida “temerária”, “egoísta” e “absolutamente deplorável”.

“Nossa opção é radicalmente contra a exclusão dos estados e municípios da reforma da Previdência”, disse neste sábado em coletiva de imprensa.

“Todos os governadores são contrários a essa medida. Vamos acionar nossas bancadas para que isso não ocorra. Essa alteração é nociva ao Brasil e à reforma da Previdência. Não representa o interesse majoritário dos governadores e dos prefeitos e nem do cidadão, que não vivem nas nuvens ou em Brasília. Essa medida é absolutamente deplorável.”

Retirar estados da reforma é “lógica inconsequente”, diz Eduardo Leite

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também defendeu neste sábado a permanência de estados e municípios na reforma da Previdência.

Para o tucano, retirar os estados da reforma é uma “lógica inconsequente”.

 

PT dispara contra pacote anticrime

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O PT está metralhando o pacote anticrime de Sergio Moro. Se o projeto for aprovado, Lula e seus comparsas nunca mais vão sair da cadeia.

Marcelo Freixo (PSOL) desesperado com o pacote anticrime, pediu a Rodrigo Maia que exija de Sergio Moro uma estimativa de custos do pacote até 2021.

Quer saber especialmente quanto vai custar a criação de novas vagas nos presídios, destinadas a presos provisórios, condenados e no regime semiaberto.

OAB bombardeia pacote anticrime

A Ordem dos Advogados do Brasil entregou hoje a Rodrigo Maia um estudo que manifesta “expressa oposição” aos principais pontos do pacote anticrime de Sergio Moro propostos para vencer a impunidade.

A OAB quer derrubar, por exemplo, a prisão em segunda instância e a prisão em primeira instância por homicídios dolosos após condenação pelo Tribunal do Júri.

Pacote anticrime tem apoio de 82%, segundo DataSenado

Pacote anticrime de Sergio Moro é conhecido por 72% dos brasileiros, segundo pesquisa do Instituto DataSenado. Dos que conhecem, 82% (65% muitos benefícios + 17% poucos benefícios) acreditam no saldo positivo da proposta.

Realizada entre 6 e 25 de março, a pesquisa ouviu 1.161 pessoas em todo o país e foi encomendada pelo senador Styvenson Valentim ( PODE/RN).

Os números favoráveis justificam a decisão do Senado de fazer o tema avançar, diante da resistência da Câmara.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lula e Dilma trouxeram terroristas e ninguém disse nada

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Em entrevista ao La Nación, Bolsonaro foi questionado sobre a briga entre os militares e Olavo de Carvalho. O presidente respondeu:

Os militares fazem parte do meu círculo de amizade, depois de passar 15 anos no exército. É lógico trazer pessoas que tenham um pensamento semelhante ao meu.

Lula e Dilma trouxeram terroristas e bandidos para cá e ninguém disse nada. Sobre Olavo de Carvalho, reconheço seu trabalho e suas idéias, que compartilhei durante meu tempo no Congresso.

“Aqui não temos dúvidas sobre Lula”

Jair Bolsonaro voltou a criticar Cristina Kirchner e lembrou da proximidade da ex-presidente argentina a Lula e Dilma Rousseff.

“Cristina Kirchner foi muito aliada de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. E o que Lula e Dilma defenderam aqui, via Foro de São Paulo, com o apoio incondicional de Hugo Chávez, Nicolás Maduro e a ditadura cubana, é uma experiência que não queremos repetir.”

Questionado sobre se acredita que Cristina seja corrupta, Bolsonaro afirmou:

“Quem dirá é a Justiça argentina. Aqui não temos dúvidas sobre Lula.”

Jair Bolsonaro afirmou que não está “preocupado em ser bonzinho”, mas sim alcançar seu “objetivo, cumprir minha missão” como presidente da República.

“Eu tenho uma missão de Deus, vejo dessa maneira. Foi um milagre estar vivo e outro milagre ter ganho as eleições. Deus também tem me ajudado muito na escolha dos meus ministros.”

Por que a oposição é contra MP antifraude?

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“O Congresso tem sido parceiro”, diz Marinho sobre expectativa para votação da MP antifraude

Rogério Marinho, secretário especial da Previdência, disse estar confiante de que a MP 871, que trata do combate a fraudes no INSS, será votada e aprovada no Senado na próxima segunda-feira, último dia de validade da medida.

“Essa é uma pauta que interessa a todo o Brasil. O Congresso tem sido parceiro na reestruturação de nosso sistema previdenciário e na necessidade de corrigir eventuais falhas que existem no INSS.”

Davi Alcolumbre disse a Lasier Martins que está telefonando para cada senador, tentando garantir o quórum para votar na segunda-feira a MP antifraude.

“Até agora, não houve acordo. Sabe-se que a oposição tem 17 votos contra o projeto, que moraliza o INSS, manda revisar os benefícios concedidos, entre outras medidas, flagrando fraudes. A oposição é contrária ao projeto em razão de interesses sindicais, que não estão sendo atendidos”.

Líder de bloco da oposição diz ainda não ter posicionamento sobre MP antifraude

O senador Veneziano Vital do Rêgo, líder do bloco formado por PSB, PDT, Cidadania e Rede, disse que já foi convocado por Davi Alcolumbre para estar em Brasília na votação da MP antifraude, marcada para segunda-feira, mas ainda não sabe o posicionamento do bloco.

“Ainda não conversei com os companheiros do bloco. Eu estou indo [para Brasília na segunda], mas não foi definida estratégia por parte do bloco.”

“Vai votar, vai ter quórum, sim”

A senadora Soraya Thronicke, do PSL, disse acreditar que a MP antifraude será votada e aprovada na próxima segunda-feira.

“Esse é o acordo [para votar na segunda]. Tem que votar. Se não votar, ela [a medida] cai. Vai votar, vai ter quórum, sim.”

A senadora reforçou o que anunciou, durante live com Jair Bolsonaro: “Estarei em viagem [em missão oficial] para a Alemanha. Expressei minha insatisfação. A sessão era para ontem, quinta-feira. Fiquei muito chateada. Não posso votar na segunda, estou frustrada”.

“Oposição não vai ajudar”, diz líder do PDT sobre votação da MP antifraude

O senador Weverton Rocha, líder do PDT, disse que a oposição “não vai ajudar” na aprovação da MP 871, que trata do combate às fraudes no INSS e poderá caducar na segunda-feira.

O PDT entende que “faltou na medida provisória a inclusão da responsabilização por parte do INSS de responder em tempo hábil para o segurado e não deixá-lo sem resposta e aposentadoria por meses a fio”.

O senador apresentou emendas que estabelecem prazos de 20 dias para que o INSS dê resposta positiva ou negativa ao segurado sobre o seu processo.

Na próxima segunda-feira, Weverton estará em missão oficial na Guiana Francesa.

“Vamos tentar salvar a MP”

Os senadores do Acre mudaram a agenda e estarão em Brasília na próxima segunda-feira para a votação da MP antifraude — se não for votada na segunda, a MP caducará.

Quem organizou a alteração nos compromissos foi o senador Márcio Bittar (MDB), um dos vice-líderes do governo no Senado.

“Estou ajudando a falar com os outros senadores para ajudar a dar quórum. Estamos na luta. Não é fácil, mas vamos tentar salvar a MP”, disse ele.

Inicialmente, o trio do Acre estaria no estado, em uma agenda com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. O compromisso foi cancelado e os três votarão a favor da MP que combate fraudes no INSS.

Lei proíbe ligações de Telemarketing fora do horário de expediente.

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As novas regras já foram publicadas no Diário Oficial do DF

Governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou a Lei nº 6.305, que restringe os horários de contato de operadores de telemarketing com os clientes. Conforme publicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (31/05/2019), ligações para oferta de produtos ou serviços devem respeitar o horário das 9h às 20h, de segunda a sexta-feira, e das 9h às 13h, aos sábados.

Contatos feitos antes ou depois dos horários supracitados passam a ser considerados abusivos, e ligações realizadas aos domingos ou feriados estão vedadas pela nova lei. A legislação aprovada também proíbe a oferta de um mesmo serviço ou produto mais de uma vez a um único cliente e restringe a três a quantidade permitida de chamadas por dia aos consumidores.

A proposta foi apresentada pelo deputado distrital Eduardo Pedrosa (PTC), no começo de abril, e aprovada no dia 30 do mesmo mês. O projeto prevê ainda a criação de um cadastro chamado Me Respeite, para quem não quiser receber ligações das operadoras de telemarketing jamais.

Os interessados em se inscrever poderão fazer isso em postos do Na Hora e por meio do site do Procon, mas ainda não há previsão parar se criar a listagem.

Professores esquerdistas usam a garotada em causa própria

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Jair Bolsonaro, em entrevista a Danilo Gentili, disse que os estudantes protestam sem saber o motivo:

“O certo é falar inocentes úteis. A grande maioria da garotada presente não sabia o que estava fazendo ali. Uma minoria de professores espertalhões usa a garotada em causa própria tentando sempre desestabilizar o governo.”

O ministro Abraham Weintraub diz no twitter:

“Nós estamos aqui recebendo no MEC cartas e mensagens de muitos pais de alunos citando explicitamente que alguns professores, funcionários públicos, estão coagindo os alunos ou falando que eles serão punidos de alguma forma caso não participem das manifestações. Isso é ilegal, isso não pode acontecer.”

Vejam aqui alguns dos milhares de casos:

Professor Wanderlan Porto do IFAL, Câmpus Maceió, doutrinando alunos para a “revolução” reclamando da reforma da previdência e corte de verbas. Como se fosse culpa do Bolsonaro.

https://www.youtube.com/watch?v=AIR4da3f2FM

Guilherme Boulos doutrinando e incitando alunos contra o Governo Bolsonaro na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

CENA DE ALICIAMENTO EXPLÍCITO EM ESCOLA DE BELO HORIZONTE – professor militante abusa do cargo para incitar estudantes a participar de manifestação política (conheçam a pauta da organização FTA: http://frenteterraeautonomia.blogspot.com.br/p/a-fta.html). É para impedir a prática de atos covardes como esse que o projeto Escola sem Partido estabelece que o professor "não fará propaganda político-partidária em sala de aula NEM INCITARÁ SEUS ALUNOS A PARTICIPAR DE MANIFESTAÇÕES, ATOS PÚBLICOS E PASSEATAS."

Posted by Escola Sem Partido on Thursday, September 22, 2016

CENA DE ALICIAMENTO EXPLÍCITO EM ESCOLA DE BELO HORIZONTE – professor militante abusa do cargo para incitar estudantes a participar de manifestação política

Professora do APP sindicato está convocando seus colegas a DOUTRINAR alunos EM SALA DE AULA. Um verdadeiro escárnio.

Posted by MBL – Movimento Brasil Livre on Monday, April 3, 2017

Professora do APP sindicato está convocando seus colegas a DOUTRINAR alunos EM SALA DE AULA. Um verdadeiro escárnio.

Com medo, PT cria a PEC Anti-Mourão

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Parece absurda ou pouco crível, leitor? Pois a PEC existe. É a de nº 37/2019, de autoria do deputado Henrique Fontana (PT-RS). A proposta foi, inclusive, apelidada de PEC Anti-Mourão, em alusão ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

“Altera os artigos 28, 29, I, 32, §2º, 77, §1º, 78, parágrafo único, 79, 80 e 81 da Constituição Federal para dispor sobre substituição do cargo de Presidente da República, bem como de Governadores e Prefeitos, em caso de impedimento temporário e eleição direta em caso de vacância do cargo, estabelecendo que em nenhuma hipótese o vice assumirá o cargo em definitivo”.

Não espanta que Gleisi Hoffmann tenha mais medo do general Hamilton Mourão do que de Jair Bolsonaro.

Ao PT interessa manter um governo fragilizado, desarticulado, incapaz de aprovar as reformas que fariam a economia decolar.

“O texto, feito por dois petistas, diz que ‘em nenhuma hipótese o vice assumirá o cargo em definitivo’. Pela proposta, se o titular deixar o posto, o substituto seria escolhido em nova eleição (…).

A proposta foi apelidada na Casa de ” Anti-Mourão “, em referência ao vice-presidente Antônio Hamilton Mourão.

Os parlamentares petistas negam que tenham o atual vice como alvo, mas confirmam que há deputados do PSL entre os que assinaram a proposta. Eles fizeram o protocolo com 210 assinaturas. Para a PEC tramitar são necessárias 171 assinaturas. Por temer um movimento de retirada de assinaturas, não quiseram divulgar a lista dos apoiamentos.

Os deputados do PSL só se deram conta do teor do texto quando ele foi publicado no Diário da Câmara.”

Sob pressão das redes sociais bolsonaristas, parlamentares ingressaram com requerimento pedindo para retirar as assinaturas. A maioria alega que nem sequer leu o que avalizou.

Na lista dos que retiraram as assinaturas, estão General Girão (RN), Major Fabiana (RJ) e Daniel Silveira (RJ), todos do PSL, que apresentaram a mesma justificativa por ter ajudado o PT a levar a PEC adiante. “Não me recordo com exatidão do momento em que assinei”, escreveram. A deputada Major Fabiana disse, ainda, que jamais apoiaria um projeto que “desnatura” o papel do vice. “Certamente fui induzida a erro quando abordada para assinar essa proposição.”

 

 

 

Só deu MST e Lula livre na Esplanada

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Brasília - Manifestantes a favor de Lula protestam na Esplanada dos Ministérios. O STF julga o pedido do ex-presidente para não ser preso até se esgotarem os recursos na Justiça (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Tem MST, PCO, Lula livre, alguns estudantes e até metalúrgicos na Esplanada protestando contra contingenciamento na educação.

Uma outra estudante (assim apresentada) disse, do alto do carro de som na Esplanada, que “hoje é dia de muita balbúrdia”.

Surpresa: panfletos, camisetas e faixas de “Lula livre” na manifestação na Esplanada.

 

 

 

 

 

 

 

Gleisi Hoffmann deixa claro que a manifestação de hoje não é de estudantes.

Um cidadão de cima de um carro de som na Esplanada dos Ministérios, onde militantes de esquerda e poucos estudantes começam a se reunir, diz:

“Hoje a aula é na rua, é uma aula pública.”

 

 

 

 

 

 

 

 

Do alto do carro de som, na Esplanada, um cidadão atiça: “Não vamos dar brecha para a Polícia Militar.”

Um cidadão do Partido da Causa Operária, o glorioso PCO, tenta vender um jornal do partido na manifestação na Esplanada.

“Dois reais para ajudar o partido.”

 

 

 

 

 

 

 

 

O MST também está na Esplanada.

 

 

 

 

 

 

 

 

Gilberto Carvalho, o Seminarista, também apareceu na Esplanada. A foto é do momento em que ele cumprimenta um dos grevistas de fome por Lula em ato recente.

 

 

 

 

 

 

 

 

Che Guevara também está na Esplanada.

 

 

 

 

 

 

 

 

De um estudante (ele se apresentou assim), do alto do carro de som na Esplanada:

“Bolsonaro mexeu em um grande vespeiro, ele vai se foder. Vamos tirar ele dali com um chute.”