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Grileiros esperavam lucrar R$ 80 mi com venda de terras públicas

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Operação Generous da PCDF investiga grupo criminoso que invade e vende os lotes no Distrito Federal. O bando já havia faturado R$ 2 milhões

Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (12/06/2019), a Operação Generous para desarticular uma organização criminosa especializada em invasão, grilagem e venda de terras públicas. Segundo as investigações da Delegacia do Meio Ambiente (Dema), o grupo já havia faturado pelo menos R$ 2 milhões com o esquema. No entanto, o bando esperava lucrar R$ 80 milhões com o parcelamento irregular dos lotes em uma área total de 93 hectares.

De acordo com as apurações, a quadrilha chegava a forjar documentos, como termos de cessão de uso, e registrava a fraude em cartórios do Distrito Federal. Com o golpe, os suspeitos promoviam a venda do mesmo lote para dezenas de vítimas. Um dos terrenos chegou a ser comercializado pelo menos 40 vezes. A PCDF conseguiu mapear as funções do grupo criminoso, no qual os investigados tinham funções determinadas, como o de responsável pelos boletos de cobrança, uma vez que os lotes eram vendidos de forma parcelada.

Outros membros tinham como função publicar e atualizar os anúncios de venda de terrenos. Havia ainda pessoas designadas pela organização criminosa que deveriam levantar o máximo possível de informações sobre ações de órgãos fiscalizadores. Antes da operação policial, a quadrilha planejava ampliar os tentáculos do esquema ocupando outras áreas irregulares, como uma chácara do Park Way.

Prisões

Os investigadores da Dema cumpriram 11 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. As apurações apontam para a participação de servidores públicos, que repassavam informações sobre operações de combate às invasões e construções irregulares. Isso permitia que os criminosos se articulassem na tentativa de impedir as derrubadas promovidas desde o inicio do ano.

Os investigadores cumpriram mandado de busca no gabinete da deputada distrital Telma Rufino (Pros), na Câmara Legislativa. O alvo da ação foi o assessor de gabinete Rogério Barbosa Carneiro. Os policiais apreenderam a folha de ponto do servidor. A operação ainda não investiga nenhum parlamentar, apenas assessores. Carneiro, segundo a PCDF, tinha acesso a informações privilegiadas que antecipavam as ações de derrubadas promovidas pelo DF Legal.

Na tarde desta quarta, Telma Rufino decidiu exonerar Rogério Carneiro. “Acerca da operação realizada, cumpre-nos esclarecer que não existe qualquer vínculo com a atividade parlamentar da deputada distrital. A ação é de caráter pessoal, direcionada a um servidor específico, que já está sendo exonerado para que a Justiça cumpra seu papel de julgar”, disse a assessoria da parlamentar.

Hierarquia

As investigações feitas no âmbito da Operação Generous identificaram que o grupo fazia o parcelamento irregular do solo em diversas localidades do Distrito Federal e, atualmente, agia na região da Granja Modelo, no Riacho Fundo I.

Os líderes da quadrilha apresentavam-se como proprietários das terras que, na realidade, são públicas e pertencem à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). “Os lotes estão inseridos em uma importante área de preservação ambiental destinada à garantia da diversidade biológica da fauna e da flora locais, bem como à preservação da qualidade dos recursos hídricos disponíveis”, explicou a delegada adjunta da Dema, Mariana Almeida.

Extorsão

De acordo com as apurações, alguns membros da organização criminosa eram incumbidos de elaborar documentos falsos com intuito de conferir aparente legalidade às vendas de lotes. Outros ficavam responsáveis pela demarcação de terrenos, realização de edificações e vendas dos lotes.

Ainda segundo os investigadores, os suspeitos cometeram crimes de extorsão e ameaça contra pessoas que se sentiram lesadas com a negociação de lotes na região. Os acusados respondem por associação criminosa, parcelamento irregular do solo, dano ambiental, falsificação de documentos, extorsão e ameaça.

GDF retoma obras de alargamento do viaduto de Taguatinga

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Cinco novas faixas serão criadas, sendo duas exclusivas para a circulação de ônibus

Paralisadas desde abril de 2018 por falhas no projeto executivo, as obras de alargamento do viaduto da Estrada Parque Taguatinga Guará (EPTG) estão sendo retomadas nesta semana. Com 60 metros de extensão, o viaduto, atualmente, tem três faixas em cada sentido, totalizando 20 metros de largura. Após a conclusão dos serviços, o espaço será de 41,80 metros de largura.

Na manhã de quarta-feira (12/06/2019), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), esteve no local e retomou os serviços. Operários já estão trabalhando na obra. Serão 11 faixas, entre 3,5 metros e 4 metros, para a circulação de veículos, sendo cinco delas no sentido Plano Piloto e quatro no sentido Taguatinga, além de duas faixas centrais com largura de 4 metros para ônibus.

“A conclusão do alargamento do viaduto vai desafogar o trânsito para mais de 135 mil veículos que trafegam diariamente por este trecho”, avalia o secretário de Obras do DF, Izídio Santos. “Esta é apenas uma das obras para melhorar o trânsito de Taguatinga. Outras estão previstas para saírem do papel.”

A nova parte do viaduto será construída no vão central situado entre as vias existentes, que atualmente tem 19 metros de largura. Segundo informações do secretário de Obras, a nova extensão será construída em concreto protendido e terá 33,60 metros de comprimento.

Obra
  • Volume de concreto aproximado: 2 mil m³
  • Quantidade de aço aproximada: 220 toneladas
  • Funcionários envolvidos diretamente na obra: 35
  • Valor: R$ 5.155.676,09

CEB, Caesb e Metrô serão privatizadas

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Deficitárias e com péssima administração, as empresas devem ser repassadas à iniciativa privada. Modelo de privatização ainda está sendo estudado

Mais duas empresas públicas do Distrito Federal entraram na fila das privatizações. Segundo o governador Ibaneis Rocha (MDB), o Executivo fará a abertura de capital da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) e da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

Além disso, o governo anunciou que vai vender 51% das ações Companhia Energética de Brasília (CEB) Distribuidora. “Caesb e Metrô estão na mesma linha. A Caesb precisa urgentemente da abertura de capital, para que possa fazer os investimentos necessários e superar as dificuldades pelas quais passa. Eu reconheço o esforço dos servidores. Mas eles não vão dar conta de sair da crise. Então, nós temos que pensar na abertura de capital”, afirmou Ibaneis, nesta terça-feira (14/05/2019).

Segundo o governador, o Executivo deverá privatizar as duas empresas com o objetivo de levantar recursos a fim de melhorar a prestação dos serviços públicos. “O Metrô simplesmente não tem capacidade nenhuma de investimento e consome milhões do DF”, argumentou.

O governador ainda estuda qual será o modelo de privatização das empresas, se por meio de venda de ativos ou abertura de capital. E adiantou que pretende entrar nos programas de apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Mesmo com as concessões, o emedebista garante que o governo irá preservar os empregos do atual quadro de funcionários de cada uma.

O governo deu o primeiro passo para passar o Metrô à iniciativa privada. Em meio à greve dos metroviários, que nesta terça-feira entra no 13º dia, lançou o edital de chamamento público para concessão da Companhia do Metropolitano. Na prática, a medida transfere a gestão do transporte de trilhos do DF para as mãos da iniciativa privada.

O edital, publicado no Diário Oficial do DF de 6 de maio, estabelece que os interessados em participar do processo deverão apresentar “projetos, levantamentos, investigações e estudos para modelagem técnica, operacional, econômico-financeira e jurídica referentes à concessão de gestão, operação, manutenção e expansão dos serviços de transporte metroviário do DF”.

Assim como os metroviários, os servidores da Caesb aprovaram indicativo de greve. Eles prometem cruzar os braços a partir de quinta-feira (16/05/2019). A empresa pública apresentou proposta aos servidores, mas eles rejeitaram o documento, por unanimidade, em assembleia na última semana.

“A realidade hoje é só uma: todas essas empresas do DF precisam de aporte de recursos imediato. No caso da CEB, são necessários R$ 500 milhões imediatamente, sob pena de a empresa perder a concessão [da Aneel]”, ressaltou o governador.

Crise na Saúde
Também nesta terça, Ibaneis comentou a crise na saúde pública. Perguntado sobre o motivo de não ter sido publicada a exoneração da diretoria do Hospital Regional de Sobradinho (HRS) no Diário Oficial do DF, disparou. “Mas aí se não confirmar a exoneração dos diretores, eu confirmo a do secretário [Osnei Okumoto].”

A decisão de afastar a direção do hospital foi tomada por Ibaneis após Beatriz Viana da Silva, 19 anos, morrer devido a uma parada cardiorrespiratória no último sábado (11/05/2019). A família alega que ela perdeu a vida por falta de atendimento no HRS.

“Amanhã [14/05/2019] vou trocar toda a gestão do Hospital de Sobradinho porque não estão dando a atenção à população que deveriam dar. Já dei a determinação para o secretário de Saúde, Osnei Okumoto. Não vou admitir esse tipo de atendimento à população. Quero dizer à família que vamos buscar a responsabilização do que aconteceu”, disse Ibaneis, na segunda-feira (13/05/2019).

Consumo de água aumenta e Adasa lança campanha

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“Use, reuse, economize & repita” é o slogan do trabalho que começa na segunda-feira (17/06/2019)

O volume de água consumida no Distrito Federal nos quatro primeiros meses de 2019 foi 10,1% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando vigorava o racionamento. Nos primeiros quatro meses de 2018, foram consumidos 46,3 milhões m³; em 2019, aumentou para 51 milhões m³, muito próximo do que foi registrado em 2016 (52,7 milhões m³), antes da crise hídrica.

O Relatório de Monitoramento do Consumo de Água no Distrito Federal, da Adasa, constatou que o crescimento da prática foi a partir do segundo semestre de 2018, logo após o fim do racionamento.

Embora no acumulado daquele ano o aumento do consumo de água tenha sido de apenas 0,6%, na comparação com 2017, os meses de julho a dezembro de 2018 registraram um crescimento do consumo de 3,4%, em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a níveis próximos de 2016, no último trimestre.

O consumo per capita, que em 2017 registrava uma queda de 11,2%, em relação a 2016, em decorrência do racionamento, permaneceu praticamente estável em 2018. Dos 134 litros por habitante/dia em 2017 passou para 133 litros em 2018, representando uma queda de 0,9%.

Embora a situação hídrica no Distrito Federal esteja relativamente tranquila nos próximos meses, conforme as metas definidas para o volume útil dos reservatórios até o final do ano, a Adasa quer fortalecer a manutenção das boas práticas de consumo de água, adquiridas durante o período crítico da crise hídrica.

Tanto que, com esse mesmo propósito, lançará a partir de segunda-feira (17/06/2019) nova campanha de orientação para o consumo racional da água.

Com o slogan Use, reuse, economize & repita, a mensagem será transmitida em redes sociais, emissoras de rádio e TV e outdoors sociais, enfatizando a necessidade de manutenção do consumo consciente e combate ao desperdício: “Quando o assunto é economia de água, não dá para relaxar”.

Campanha do STF e PT contra Moro

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Desembargador alvo de hacker questiona: por que só miram em quem decide contra acusados?

Abel Gomes, desembargador do TRF-2, indagou hoje por que hackers têm mirado apenas autoridades que deram decisões desfavoráveis aos investigados na Lava Jato.

Gomes, o relator da operação no tribunal, foi um dos alvos do ataque de hackers pelo Telegram.

Gilmar Mendes: “O Dallagnol é um bobinho. Quem operava a Lava Jato era o Moro”

Gilmar Mendes atacou mais uma vez a Lava Jato.

 

“O chefe da Lava Jato não era ninguém mais, ninguém menos do que Moro. O Dallagnol, está provado, é um bobinho. É um bobinho. Quem operava a Lava Jato era o Moro.”

Ele já decidiu também que Lula tem de ser tirado da cadeia e inocentado:

“Eu acho, por exemplo, que, na condenação do Lula, eles anularam a condenação.”

Decano sim ou decano não?

A colunista social da Folha de S. Paulo diz que Celso de Mello tende a inocentar Lula e condenar Sergio Moro:

“Conhecidos deste afirmam que a revelação das conversas de Moro lhe causou profunda impressão e que ele tenderia a alinhar-se com os garantistas.”

Primeiro soltar Lula, depois derrubar a prisão em 2ª instância

Apesar da crescente pressão para remarcar o julgamento contra a prisão após condenação em segunda instância, o Supremo deve aguardar o fim da tramitação do recurso de Lula contra a condenação no triplex no Superior Tribunal de Justiça.

Apesar de o STJ já ter confirmado a condenação – com pena menor – ainda estão pendentes de julgamento embargos de declaração, recurso de menor alcance, mas que pode antecipar a saída do ex-presidente da cadeia, com progressão para regime aberto ou semiaberto.

O objetivo, como sempre, é dissociar a provável decisão pelo fim da prisão em segunda instância no STF da soltura de Lula, que ficaria a cargo do STJ, por outro motivo.

Há a possibilidade de o próprio STF soltar Lula no próximo dia 25, quando a Segunda Turma julga um habeas corpus que aponta parcialidade de Sergio Moro. Mas uma decisão favorável, neste processo, ainda é considerada incerta.

Gleisi: “Não só o Lula, mas outras pessoas também podem ser soltas”

Gleisi Hoffmann quer soltar todos os corruptos presos pela Lava Jato e enterrar os delatores.

“Não só o Lula, mas outras pessoas também podem ser soltas, porque toda a Lava Jato foi contaminada por esses métodos utilizados por eles. A questão das delações premiadas pode mudar também”.

Zero indício de proximidade indevida

O que mais impressiona nos diálogos completos vazados pelo Intercept é uma certa frieza cerimoniosa no trato entre Deltan Dallagnol e Sergio Moro. Em tudo oposta à tese de que os dois constituíam uma equipe.

Moro dá as orientações que tem de dar em benefício da instrução criminal. Mas não há nenhuma intimidade, zero indício de proximidade indevida.

“Gilmar Mendes está em campanha para derrubar a Lava Jato”

“É brutal a divergência dos votos. Gilmar Mendes disse que a denúncia do Ministério Público sobre o PP, originária da Lava Jato, era um amontoado de argumentos soltos e vazios. E foi para cima de Sergio Moro.

Já Celso de Mello, conhecido pelos seus votos longos, cuidadosos e detalhados, entendeu que a denúncia envolvia a atuação de ‘políticos que parecem desconhecer a República’. Considerou que o MP construiu um bom caso, com indícios relevantes de prática de crime.

Como esses dois votos podem ser tão distantes? Simples: o decano argumentou como magistrado. Já Gilmar Mendes simplesmente está em campanha para derrubar a Lava Jato e o que chama de ‘Direito Penal de Curitiba’”.

“Uma campanha aberta contra a Lava Jato”

“Há, sim, uma campanha aberta contra a Lava Jato. Fazem parte os corruptos já descobertos e os que temem ser apanhados; os políticos que estavam acostumados a se servir do poder; a esquerda que quer livrar Lula, o comandante da operação toda; a direita que quer a farra de volta.

E também estão nesse esforço advogados, por razões óbvias, e juízes. Por que juízes? Porque para muitos deles a Lava Jato é a prova viva de quantos crimes deixaram passar ou não quiseram ver.

A divulgação das conversas Moro/Dallagnol faz parte disso. E o que tem ali é, sim, uma certa coordenação formal de trabalho. Legítima.

Não republicanas são as relações entre magistrados, advogados, políticos e réus, mantidas a festas e jantares e viagens na corte brasiliense.

E o pessoal do site Intercept não faz jornalismo. É pura militância.”

“Diálogos inteiros podem ter sido forjados pelo hacker”, diz força-tarefa da Lava Jato

A força-tarefa do MPF no Paraná divulgou mais uma nota à imprensa sobre as “investidas criminosas contra celulares” de integrantes da Lava Jato.

O comunicado faz referência ao recente ataque de um hacker que invadiu grupo de discussão de membros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

“Distorcendo fatos, o hacker enviou mensagens com o objetivo claro de desacreditar a imagem de integrantes da força-tarefa, estimulando ainda que seu interlocutor as compartilhasse com o viés de ‘queimar a imagem’ dos integrantes do MPF.”

Hardt: “Invasão de aparelhos de autoridades públicas atenta contra a segurança de Estado”

A juíza federal substituta Gabriela Hardt confirmou por meio de nota que seu Telegram “foi invadido na mesma época e aparentemente pela mesma pessoa/grupo que invadiu os aparelhos dos procuradores”.

Segundo ela, o fato foi imediatamente comunicado à Polícia Federal.

A juíza não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas, mas entende que “a invasão de aparelhos de autoridades públicas é um fato grave que atenta contra a segurança de Estado e merece das autoridades brasileiras uma resposta firme”.

Ela disse esperar “que o Poder Judiciário, do qual faz parte, perceba tal gravidade e adote medidas firmes para repelir tais condutas.”

Dodge pede à PF para unificar investigações sobre invasão de celulares da Lava Jato

Raquel Dodge pediu a Maurício Valeixo a unificação das investigações sobre invasões nos celulares de procuradores da Lava Jato, principalmente do Paraná e do Rio de Janeiro.

A procuradora-geral da República quer saber o modo de atuação, os motivos e eventuais contratantes do “ataque cibernético sistemático” contra membros do Ministério Público.

Oposição coleta assinaturas para CPMI de Moro e Dallagnol

A oposição protocolou um requerimento de criação de CPMI para investigar “a violação dos princípios constitucionais entre o Procurador Público Federal, Deltan Dallagnol, os Procuradores da força-tarefa de Curitiba da Lava Jato, e o então Juiz Sergio Moro”.

Oposição quer que Estado proteja Glenn Greenwald

Lideranças do PT, PCdoB, PDT, PSB, PSOL e PCB se reuniram ontem em Brasília para traçar estratégias contra Sergio Moro e a Lava Jato.

Em nota, os partidos defenderam que “o Estado garanta respeito ao exercício da cidadania de Glenn Greenwald, inclusive com garantias à sua integridade física e de seus familiares”.

 

Só 10% dos processos de regularização de terra foram concluídos no DF

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Governo lança pacote de ações para acelerar legalização com um novo projeto de lei e um decreto para facilitar o processo dos condomínios

Rafaela Felicciano/ Metrópoles
A regularização fundiária caminha a passos lentos e curtos no Distrito Federal. Segundo relatório da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), apenas 10% dos processos de legalização de ocupações de terra foram concluídos ao longo dos últimos 10 anos. Em 2009, o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot) estabeleceu condições para o governo resolver o entrave em 300 áreas. Mas até junho de 2019, somente 30 deixaram definitivamente a ilegalidade.

Nesta terça-feira (11/06/2019), a edição do Diário Oficial do Distrito Federal traz o edital de convocação para regularização fundiária dos condomínios inseridos na área da antiga Fazenda Paranoazinho. O texto contém as condições de participação, valores e prazos para quitar os lotes, que poderão ter a quantia financiada em até 100% pelo Banco de Brasília (BRB).

Ao todo, são 4,5 mil terrenos passíveis de regularização, em condomínios no Grande Colorado, Boa Vista e Contagem, na região de Sobradinho. Alguns moradores, porém, são contrários ao edital negociado pelo GDF.

A demora em outras áreas, porém, é motivo de angústia para os moradores de condomínios horizontais. Atualmente, 153 mil pessoas vivem em Áreas de Regularização de Interesse Social (Aris). Outras 83 mil moram em Áreas de Regularização de Interesse Específico (Arines).

O Império dos Nobres (Sobradinho II), a Cidade Estrutural e a Etapa 1 do Sol Nascente fazem parte da lista das regiões já regularizadas. Por outro lado, Fercal, Estância (Planaltina), o Del Lago (Itapoã), Império dos Nobres (Sobradinho 2), Mansões Rurais Lago Sul e Condomínio Santa Bárbara são exemplo de regiões em que o processo não foi iniciado.

Estância (Planaltina)

Segundo a presidente da União dos Condomínios Horizontais e Associações de Moradores do DF (Única), Júnia Bittencourt, a regularização avançou pouco no DF e é preciso apertar o passo. “Uma área importante é o Setor Ponte de Terra (Gama). Tem muito parcelamento. Os moradores estão carentes de infraestrutura, é uma angústia terrível naquela comunidade”, pontuou.

Império dos Nobres (Sobradinho 2)

Neste contexto, Bittencourt cita Arniqueiras. “A gente viu o processo avançar, mas ele foi paralisado”, lamentou. Os condomínios de Planaltina e do Setor Nova Colina (Sobradinho) também aguardam a legalização da ocupação.

Pelas contas da Única, mais de 1 mil parcelamentos estão à espera da regularização no DF. “Existem setores onde nada aconteceu nos últimos anos. É muita gente morando em áreas irregulares. Muitos processos precisam avançar”, concluiu.

Fercal
Lei da Regularização Fundiária

O secretário de Desenvolvimento Urbano, Mateus Oliveira, acredita que, se não for acelerada a legalização das ocupações, o problema se arrastará por décadas. “Se mantiver essa mesma velocidade, só daqui a 100 anos estaria concluída essa leva de 300 processos. Afinal, fizemos 10% em 10 anos”, criticou.

Nesse sentido, o gestor planeja encaminhar o Projeto de Lei da Regularização Fundiária do DF para a Câmara Legislativa até o fim de 2019. A legislação terá o objetivo de simplificar e agilizar a legalização das ocupações.

A proposta vai trazer para o DF os principais temas da Lei nº 13.465, de 11 de julho de 2017, também conhecida como a Lei Federal de Regularização Fundiária. O primeiro é o conceito da legitimação fundiária. De forma simplificada, consiste em um instrumento para viabilizar o registro e atribuir título jurídico aos ocupantes de unidades imobiliárias em ocupações irregulares consolidadas.

Mansões Rurais Lago Sul

Os outros temas de destaque são a Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (Reurb-S) e o Reurb de Interesse Específico (Reurb-E). O primeiro gera as condições para os núcleos urbanos informais ocupados, principalmente, por populações de baixa renda reconhecidas formalmente pelo Executivo. Já o segundo pavimenta a legalização para pessoas com renda acima da linha da pobreza.

“O objetivo do projeto de lei que está sendo discutido neste momento na Seduh é tornar possível a simplificação da regularização. É uma lei inspirada nos novos institutos da lei federal. Não se trata de uma regulamentação, mas de uma lei própria, que leva em consideração as particularidades do DF. As novas normas darão mais agilidade e possibilitarão uma análise mais rápida de processos”

MATEUS OLIVEIRA, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO URBANO E HABITAÇÃO

Garantias para condomínios

O Projeto de Lei da Regularização Fundiária não é a única aposta da Seduh para acelerar os processos de legalização. Recentemente, o governo local conseguiu mediar o acordo para formalização da ocupação na Fazenda Paranoazinho. A pasta publicou no Diário Oficial do DF (DODF), na segunda-feira (03/06/2019), o Decreto de Garantias, cujo texto tem como objetivo facilitar a regularização de condomínios.

Resumidamente, a legislação exige que áreas em processo de regularização precisam apresentar garantias para as obras de infraestrutura, a exemplo de fiança bancária e seguro. Contudo, faltava uma regulamentação específica para condomínios – muitas unidades não possuem personalidade jurídica e patrimônio que possibilitem a fiança bancária.

“Como os condomínios não têm personalidade jurídica nem patrimônio próprio, os que ficaram responsáveis pela execução das obras, por exemplo, não conseguem contratar garantias tradicionais, usualmente exigidas para empresas”, destacou o secretário.

Por isso, o decreto regulamenta a situação e cria alternativas para a regularização. O condomínio vai poder firmar um termo de compromisso e também fica autorizado a emitir notas promissórias como garantias na execução de obras. Essa ferramenta já é usada para compensações ambientais.

A publicação do decreto poderá colocar em marcha, por exemplo, a regularização dos Estância Del Rey, Santa Bárbara e Mansões Rurais Lago Sul, localizados no Setor Habitacional Tororó.

Condomínio Santa Bárbara

Até o final de junho, a Seduh planeja lançar o Portal da Regularização. O site vai permitir a consulta pública de todos os processos em andamento. Atualmente, um dos principais projetos em curso é o de Vicente Pires. Outras ações estão em fase de planejamento para agilizar a legalização, a exemplo das atuais normas para muros e guaritas de condomínios.

Desembargador determina desocupação de Mestre D’Armas II

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Desembargador determinou a expedição de mandado para que os moradores desocupem os lotes voluntariamente no prazo de 45 dias

Tony Winston/Agência Brasília
Os proprietários do terreno onde está localizado o condomínio Mestre D’Armas II, em Planaltina, conseguiram a reintegração de posse, após decisão favorável da 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Estima-se que 5 mil pessoas possam ser prejudicadas com a desapropriação e tenham de deixar suas casas. Ainda cabe recurso nas instâncias superiores.Em decisão proferida nesta terça-feira (11/06/2019), o desembargador Angelo Canducci Passareli determinou a expedição de mandado de reintegração de posse para que os invasores desocupem os lotes voluntariamente, no prazo de 45 dias. Caso permaneçam no local, podem ser retirados à força pelos órgãos competentes.

A Defensoria Pública do DF, que defende o moradores da região, interpôs vários recursos, com o objetivo de tentar reverter a sentença, desfavorável à população do Mestre D’Armas II desde a primeira instância.

“É certo, ademais, que medidas de reintegração de posse envolvendo tantas pessoas muitas vezes ocasionam realocação para aquelas que se vêem obrigadas a deixar a localidade. Tal circunstância não é exclusiva deste caso, de maneira que as questões levantadas pela Defensoria Pública não impressionam e não podem levar ao descumprimento do que já foi determinado pelo TJDFT”, escreveu o desembargador na decisão.

Parcelamento

Para embasar o argumento, o magistrado ressaltou que, embora os proprietários não estivessem fisicamente na gleba de terra em discussão, estavam buscando o parcelamento da área perante os órgãos públicos. “O que demonstra o exercício de um dos poderes da propriedade e a busca de uma destinação adequada para o bem.”

O desembargador reforçou, ainda, que os autores exerceram vigilância sobre o bem e tomaram providências diante da invasão, como a denúncia aos órgãos públicos e o ajuizamento de ação possessória. “O que denota que a área não estava abandonada”, completou.

MPDFT recorre a STJ para aumentar pena de Arruda

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Brasília - O ex-governador do Distrito Federa deixa a superintendência da Polícia Federal abraçado com sua esposa, Flávia Arruda, no banco de trás de uma pickup

O órgão pede que a punição, de 2 anos e 11 meses, seja revista. Intenção é retomar a sentença de primeira instância, de 3 anos e 10 meses

Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para aumentar a pena do ex-governador José Roberto Arruda (PR) no caso do escândalo dos panetones. Os procuradores de Justiça querem a revisão da punição, de 2 anos e 11 meses, por falsidade ideológica, sentenciada pela 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O recurso é para que os ministros retomem a sentença inicial, da 7ª Vara Criminal de Brasília, e ampliem a condenação para 3 anos e 10 meses.

A principal diferença entre os tempos sentenciados é o tipo de pena. Se o STJ conceder o pedido do MPDFT, o regime prisional inicial é o semiaberto. Caso mantenha a decisão da 3ª Turma, a punição passa a ser restritiva de direitos. Ou seja, Arruda poderia pagá-la em doação de cestas básicas ou em prestação de serviços comunitários.

“Na espécie, embora a pena definitiva tenha sido fixada em patamar inferior a quatro anos, o recorrido seja primário e possua bons antecedentes, a valoração negativa das circunstâncias judiciais referentes à culpabilidade, motivos e circunstâncias do crime impede a fixação de regime aberto”, pede o MPDFT.

Os promotores podem recorrer ao STJ porque foram autorizados pelo presidente do TJDFT, Romão Oliveira. O desembargador admitiu recurso especial por considerar que as teses são legítimas. O pedido contra o acórdão da 3ª Turma precisa atender a requisitos legais para subir de instância, tendo em vista que foi uma decisão colegiada.

Vídeos de Durval

A defesa de Arruda também impetrou recurso especial pedindo a análise do caso por Cortes superiores. Os advogados alegaram que foram violados dispositivos legais quando a pena de Arruda “se baseou apenas nos vídeos que foram editados pelo delator [Durval Barbosa] e cujo exame pericial ainda não se esgotou”.

Assim, os defensores pediram a suspensão do julgamento da apelação até que fosse concluído o exame pericial dos gravadores. O desembargador Romão Oliveira, no entanto, votou pela inadmissibilidade do pedido. Ele considerou que não existem requisitos legais para que o caso seja analisado pelo STJ.

Mesmo assim, a defesa entrou com agravo, e agora a análise de admissibilidade do caso será realizada pelo Superior Tribunal de Justiça. Os ministros decidirão se mantêm a decisão do TJDFT em não analisar o processo na Corte ou se aceitam o agravo.

Panetones

A sentença em primeira instância foi proferida em 2017, pelo juiz Paulo Carmona, da 7ª Vara Criminal de Brasília. Na época, ele considerou Arruda culpado da acusação de ter falsificado quatro recibos para justificar o recebimento de R$ 50 mil de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do DF e delator do esquema de corrupção revelado pela Caixa de Pandora.

A entrega do dinheiro, em espécie, foi filmada em vídeo. O ex-governador afirmou se tratar de doação para a compra de panetones a serem distribuídos no período natalino para pessoas carentes.

Na sentença, o juiz destacou, no entanto, que os quatro recibos apresentados como prova das doações recebidas em 2004, 2005, 2006 e 2007 foram produzidos no mesmo dia e local. Todos saíram da mesma fotocopiadora na Residência Oficial de Águas Claras, em 28 de outubro de 2009. Os comprovantes foram posteriormente rubricados por Durval Barbosa.

Os recibos e o vídeo da entrega do dinheiro pelo delator, com seus respectivos laudos periciais, além de documentos, como a prestação das contas da campanha 2006 de Arruda, foram suficientes para comprovar o crime, de acordo com o juiz Paulo Carmona.

“Verifica-se que a autoria e a materialidade delituosas restam comprovadas, impondo-se o decreto condenatório”, destacou o magistrado. Assim, ele sentenciou o réu por incorrer, quatro vezes, nos crimes previstos nos artigos 299 (falsidade ideológica) e 71 (repetição do mesmo delito) do Código Penal.

Caixa de Pandora

A Operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009, é responsável por revelar o maior escândalo de corrupção do Distrito Federal. Foram descobertas fraudes em diferentes instâncias dos Poderes Executivo e Legislativo, além do setor produtivo.

O auge do esquema foi a divulgação de vídeos de políticos recebendo dinheiro – todos filmados, sem saber, por Durval Barbosa.

Mais 6 escolas de gestão compartilhada com a PMDF

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Colégios entram no programa até o fim do mês, totalizando 10 instituições. Unidades serão definidas nos próximos dias

Michael Melo/Metrópoles
Até o fim de junho, o Governo do Distrito Federal (GDF) vai incluir mais seis escolas públicas na gestão compartilhada entre a Secretaria de Educação, a Polícia Militar (PMDF) e o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), além da pasta de Segurança Pública. Assim, serão 10 instituições inseridas no projeto-piloto, iniciado em fevereiro deste ano.

O anúncio será feito oficialmente nesta quarta-feira (12/06/2019), mas o governador, Ibaneis Rocha (MDB), antecipou ter tomado a decisão após análises de resultados positivos de pesquisas realizadas dentro das comunidades escolares beneficiadas pela medida.

Segundo o emedebista, a escolha das próximas unidades será fechada nos próximos dias e atenderá um índice criado pelo GDF para analisar certos fatores, como desempenho dos alunos, taxas de evasão e de reprovação e até mesmo as ocorrências criminais registradas nas localidades das escolas. Quanto pior a situação da unidade educacional nesses quesitos, maiores serão as chances de ser escolhida para o programa.

“Criamos essa metodologia matemática que resultou no Indicador de Vulnerabilidade Escolar [IVE]. A partir dessa realidade, vamos priorizar as comunidades com mais necessidade de atenção imediata. Queremos iniciar esse processo nos próximos dias para que, até o fim do mês, tenhamos um total de 10 escolas atendidas pelo novo modelo, que tem sido muito bem acolhido pela população beneficiada. Depois, vamos ampliar esse projeto para até 40 unidades”, disse Ibaneis.

Criado em conjunto entre a Secretaria de Segurança e a de Educação, o ranking será preponderante para determinar as novas escolas a serem beneficiadas após a análise de um perfil geral sobre a realidade de cada região, incluindo as interferências externas – como criminalidade e a situação socioeconômica, por exemplo –, para se chegar ao resultado final.

“A fórmula foi criada com fatores educacionais e de segurança, e inserimos os dados de todas as escolas da rede para chegarmos aos resultados. Posso dizer que estamos empenhados em ampliar o modelo, mesmo porque, para nós, é um projeto prioritário, já que garante um retorno positivo imediato para a sociedade”, disse à reportagem o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres.

O secretário de Educação, Rafael Parente, acrescenta que, além do modelo matemático criada pelo GDF, a comunidade que atender os critérios adotados será ouvida previamente, antes de o governo decidir implantar definitivamente o modelo no local. “Para a educação, o mais importante é que o projeto já apresenta bons resultados e que as próximas escolas venham do grupo das mais vulneráveis, com comunidades escolares que desejam fazer parte do projeto.”

PM na escola

Desde 11 de fevereiro, quando começou o ano letivo, a PM atua diariamente: no Centro Educacional (CED) 1 da Estrutural; no CED 308 do Recanto das Emas; no CED 7 de Ceilândia; e no CED 3 de Sobradinho. Conforme noticiado, pouco menos de um mês após a implementação da novidade, a comunidade escolar já sentia os efeitos e elogiava as mudanças.

Com 693 instituições no DF, a rede de ensino tem sinalizado positivamente em relação ao projeto de gestão compartilhada com a Polícia Militar, por ajudar na melhora de questões como segurança, disciplina e desempenho na aprendizagem. A esperança das unidades de ensino, em especial as de áreas mais carentes, é conseguir reverter uma realidade de violência e precariedade nas imediações das escolas e investir na educação como instrumento de mudança social.

De acordo com o GDF, o projeto visa, por meio de ações conjuntas, proporcionar uma educação de qualidade, com a construção de estratégias voltadas ao policiamento comunitário, como forma de enfrentar a violência, incluindo o ambiente escolar. Em fevereiro, a Promotoria de Educação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) se manifestou pela legalidade do projeto-piloto de gestão compartilhada entre a Polícia Militar e a Secretaria de Educação nas quatro escolas públicas do DF citadas.

Expansão do projeto

Desde que o início da gestão compartilhada foi anunciado, o governo recebeu várias solicitações de unidades públicas para que fossem beneficiadas com a medida. Contudo, o pedido das instituições de ensino para conhecer o modelo e debater com a comunidade escolar não é uma garantia de que elas serão escolhidas para participar do projeto. Segundo a Secretaria de Educação, um estudo identificou 175 colégios com os piores desempenhos da rede. As novas seis beneficiadas, portanto, estarão entre as chamadas “escolas prioritárias”.

O modelo em escolas públicas é inédito na capital. Os PMs que atuam nos centros de ensino são responsáveis pelas atividades burocráticas e de segurança, como controle de entrada e saída, horários e filas, além de darem aulas de musicalização, ética e cidadania no contra turno.

Orientadores, coordenadores e professores permanecem encarregados do conteúdo pedagógico das classes, como ocorre nas que já têm o modelo implementado. O investimento da PMDF para assumir a responsabilidade é de R$ 200 mil por ano. Cerca de 20 militares atuam em cada uma das instituições escolhidas.

Apoio federal

Com a avaliação positiva da gestão compartilhada, o governo decidiu buscar, na Esplanada dos Ministérios, apoio para que a implantação da proposta ultrapasse o objetivo inicial. O governador tem articulado junto ao Palácio do Planalto a possibilidade de realizar um convênio com militares da reserva da área federal para que possam contribuir na ampliação da medida.

“Temos muita vontade de alcançar outros alunos, mas também não podemos realocar servidores da ativa, que já têm muitas responsabilidades. A solução será buscar no Exército o apoio para fecharmos um acordo com quem já está inativo”, explicou Ibaneis Rocha.

Na mesma linha de atuação, o secretário Anderson Torres também já foi até o encontro do ministro da Educação, Abraham Weintraub, apresentou os resultados recentes das unidades beneficiadas e, com isso, solicitou aporte de recursos da área federal para o aumento da capacidade de atendimento. “O ministro gostou muito do projeto e está empenhado em ajudar o Distrito Federal. Ainda estamos estudando como essa ajuda virá”, frisou o secretário.

Servidor do gabinete de Telma Rufino é alvo da PCDF

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Operação Generous investiga grupo criminoso que invade e vende terras públicas

Andre Borges/Especial para o Metrópoles

Investigadores da Delegacia do Meio Ambiente (Dema) cumpriram mandado de buscas no gabinete da deputada distrital Telma Rufino (Pros), na manhã desta quarta-feira (12/6/2019), na Câmara Legislativa.

A busca ocorre no âmbito da Operação Generous, que investiga organização criminosa especializada na invasão, grilagem e venda de terras públicas no DF. O alvo da ação é o assessor de gabinete Rogério Barbosa Carneiro.

Os policiais apreenderam a folha de ponto do servidor. A operação não investiga nenhum parlamentar, apenas servidores. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a Dema cumpre 11 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão.

As apurações ainda identificaram a participação de funcionários públicos que repassavam informações sobre operações de combate às invasões e construções irregulares, permitindo que os criminosos se articulassem na tentativa de impedir as derrubadas promovidas desde o inicio do ano.

De acordo com a assessoria de Telma Rufino, a operação de busca realizada no gabinete número 8 não possui qualquer relação com a atividade parlamentar, sendo de caráter pessoal e voltada a um dos servidores. “A deputada informa que tomará ciência a respeito dos fatos para que sejam adotadas as medidas cabíveis”, afirmou a distrital, por meio da assessoria.

As investigações feitas no âmbito da Operação Generous identificaram que o grupo fazia o parcelamento irregular do solo em diversas localidades do Distrito Federal e, atualmente, agia na região da Granja Modelo, no Riacho Fundo I.

A PCDF ressalta ainda que a organização criminosa possui estrutura hierárquica, com tarefas definidas entre seus membros.

Os líderes da quadrilha apresentavam-se como proprietários das terras que, na realidade, são públicas e pertencem à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). “Os lotes estão inseridos em uma importante área de preservação ambiental destinada à garantia da diversidade biológica da fauna e da flora locais, bem como à preservação da qualidade dos recursos hídricos disponíveis”, explicou a delegada adjunta da Dema, Mariana Almeida.

De acordo com as apurações, alguns membros da organização criminosa eram incumbidos da elaboração de documentos falsos com intuito de conferir aparente legalidade às vendas de lotes. Outros ficavam responsáveis pela demarcação de terrenos, realização de edificações e vendas dos lotes.

Ainda segundo os investigadores, os suspeitos cometeram crimes de extorsão e ameaça contra pessoas que se sentiram lesadas com a negociação de lotes na região. Os acusados respondem por associação criminosa, parcelamento irregular do solo, dano ambiental, falsificação de documentos, extorsão e ameaça.

Gleisi Hoffmann e o “Estado Democrático de Direito”

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Gleisi Hoffmann

Gleisi Hoffmann, a maior ameaça ao Estado de Direito ocorreu quando Lula tentou refugiar-se na Casa Civil

Gleisi Hoffmann é uma piada sem graça a sua “Batalha pelo Estado Democrático de Direito”.

A verdadeira batalha pelo Estado Democrático de Direito se deu quando Sergio Moro levantou o sigilo sobre o golpe que estava sendo tramado por Dilma Rousseff.

A então presidente da República, com Lula, ex-presidente da República, para colocar o criminoso na Casa Civil e, asssim, lhe dar foro privilegiado.

Não foi apenas “manobra do comissariado petista”, como diz Elio Gaspari. Foi tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito, abortado por um então juiz de primeira instância.

Se o golpe petista tivesse dado certo, o Estado Democrático de Direito seria hoje o venezuelano.

Jornalistas ingênuos podem cair nessa esparrela de Gleisi e assemelhados ou simplesmente aderirem por cinismo. Mas aqui, não, violão.

O Centrão de Gleisi Hoffmann

Os petistas, segundo a Folha de S. Paulo, “vão contatar dirigentes de partidos de centro. Querem ter até o fim da semana um mapa de quem estaria disposto a encampar o que Gleisi Hoffmann tem chamado de batalha pelo Estado Democrático de Direito”.

A gente chama isso de outro jeito.

Gleisi Hoffmann: “Esse processo tem de ser anulado”

Seguindo a mesma linha do advogado de Lula, Gleisi Hoffmann defendeu a anulação dos processos envolvendo o ex-presidente na Lava Jato. E aproveitou para atacar Sergio Moro e Deltan Dallagnol.

“Moro e Dallangnol [sic] atuaram combinados, c/ parcialidade e motivações políticas, p/ impedir a vitória eleitoral de Lula e do PT. Forjaram a acusação s/ provas e armaram farsa jurídica contra Lula. Esse processo tem de ser anulado”, publicou a presidente do PT no Twitter.

Gleisi convoca greve geral no dia 14: “Vamos parar o país”

Gleisi foi ao Twitter e convocou os petistas para uma greve geral no dia 14.

A pauta da presidente do PT é combater a reforma da Previdência e o governo de Jair Bolsonaro.

E ela ainda aproveitou para provocar o MEC — cuja atual gestão foi alvo das recentes manifestações de rua contra o contingenciamento na Educação.

É uma convocação e um teste para o PT. Será que o partido de “Gleisi Hoffmann” é capaz de parar o país?

Vale tudo contra a Lava Jato e a euforia que tomou conta dos corruptos

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A alegria não contida

Deputados que ajudaram a tirar o Coaf das mãos de Sergio Moro estão vibrando nos corredores da Câmara.

“Mesmo sem perícia, STF pode usar em decisões diálogos de Moro e Deltan.”

Para soltar Lula e abater a Lava Jato, o STF aceita até mensagens possivelmente forjadas. Sendo Gilmar Mendes o maior incentivador.

A decisão de inocentar Lula (e condenar Moro) deve ir para o plenário do STF.

A Segunda Turma do STF, deve mandar para o plenário a decisão de inocentar de Lula, no dia 25, anulando o processo do triplex.

Há múltiplas frentes para isso e a decisão quase saiu ontem. Os ministros querem medir a temperatura e os desdobramentos do caso envolvendo Sergio Moro

É claro que tem de ser assim. Cinco ministros não podem afundar sozinhos o resto do Supremo.

Maia e Alcolumbre descartam CPI das mensagens roubadas

Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia avisaram a parlamentares que, hoje, é zero a chance de abrirem CPIs sobre o vazamento de conversas atribuídas a Sergio Moro e a integrantes da Lava Jato.

O aviso caiu como um banho de água fria tanto em senadores e deputados da oposição quanto nos governistas.

A defesa da Lava Jato

De todas as mensagens roubadas da Lava Jato, só uma pode ser interpretada como uma espécie de aconselhamento de Sergio Moro a Deltan Dallagnol: aquela em que o juiz indica uma testemunha disposta a falar sobre os imóveis do filho de Lula.

Segundo Merval Pereira, porém, que conversou com fontes ligadas aos procuradores de Curitiba, “foi uma maneira informal de oficiar ao Ministério Público a ocorrência de um possível crime que precisava ser apurado.

“As mesmas fontes alegam que, quando Moro escreveu ‘melhor formalizar, então’, estava advertindo Dallagnol de que ele teria que oficializar” a intimação da testemunha, incluindo seu ofício aos procuradores.

A euforia que tomou conta dos corruptos

O ministro Luís Roberto Barroso disse que tem “dificuldade de entender a euforia que tomou os corruptos e seus parceiros”.

Agora, segundo a Folha de S. Paulo, um conselheiro da OAB quer que ele seja interpelado formalmente.

Trata-se de Guilherme Batochio, filho e sócio de José Roberto Batochio, advogado de Lula. É brincadeira…

PT e Centrão querem sangrar Moro

Os parlamentares já combinaram uma estratégia para derrubar a Lava Jato.

Diz a Folha de S. Paulo: “É preciso ter paciência e esperar Moro ‘sangrar’ ainda mais, antes de abrir guerra total contra ele, criando uma CPI (…). A expectativa é de que novas mensagens piorem ainda mais a situação de Moro.”

A rapidez de Dias Toffoli

O plano é aproveitar o roubo das mensagens da Lava Jato para tirar todos os corruptos da cadeia.

Dias Toffoli já prometeu marcar para depois das férias o julgamento sobre a prisão dos condenados em segundo grau, diz o Estadão.

Ele não fechou um pacto com Jair Bolsonaro? Vai ser desfeito?

A fonte não era “anônima”?

Glenn Greenwald, cúmplice de hackers, disse hoje em entrevista:

“Nós ficamos muitas semanas planejando como proteger a nós e a nossa fonte contra os riscos físicos, riscos legais, riscos políticos, riscos que vão tentar sujar a nossa reputação.”

CNJ arquiva representação do PDT contra Moro

O corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, mandou arquivar o pedido de providências formulado pelo PDT contra Sergio Moro, informa o Estadão.

A alegação do partido era que as conversas privadas de Moro no Telegram, vazadas e publicadas pelo site The Intercept, levantavam “dúvidas sobre a probidade da conduta do então julgador, em vista de comportamentos claramente incompatíveis com o papel constitucional do magistrado”.

Fachin diz que as delações da Lava Jato restituíram R$ 785 milhões

As colaborações premiadas homologadas pelo STF desde 2015 no âmbito da Lava Jato totalizaram cerca de R$ 785 milhões em restituições aos cofres públicos, informa o Valor.

O valor corresponde a 40% dos cerca de R$ 2 bilhões em recursos que os delatores já se comprometeram a devolver.

 

Telegram tem fama de seguro, mas é mais vulnerável que Whatsapp

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Sérgio Moro em Brasília 22/11/2018 REUTERS/Adriano Machado

Usado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, e os procuradores do Ministério Público Federal da Operação Lava Jato, segundo o site The Intercept Brasil, o aplicativo de mensagens Telegram tem fama de ser mais seguro que rivais como o WhatsApp. Mas não é.

Ao contrário do concorrente, o Telegram não utiliza criptografia de ponta a ponta por padrão. Isso permite que mensagens enviadas pelo app possam ser interpretadas corretamente ao serem interceptadas quando circulam pela infraestrutura da internet.

O aplicativo russo até tem uma função que aplica o uso de criptografia, o Chat Secreto, mas esta deve ser ativada pelos participantes da conversa para ser utilizada.

Quando a criptografia de ponta a ponta está ativada, como acontece no WhatsApp, apenas o emissor e o receptor da mensagem têm acesso ao conteúdo.

Isso porque só as duas pontas da comunicação (daí o nome da tecnologia) têm acesso a uma chave que decifra as informações, que trafegam “embaralhadas” pela internet. Assim, mesmo se forem interceptadas, as mensagens não podem ser decodificadas por hackers.

É um recurso que nem sempre esteve disponível no WhatsApp — o app só implementou essa função em 2016, bem na época em que sofreu diversos bloqueios judiciais aqui no Brasil.

A tecnologia é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo em que resguarda o sigilo das conversas dos usuários, também explica por que é difícil identificar quem espalha notícias falsas pelo aplicativo.

Foi também nessa época que o Telegram se tornou conhecido no Brasil — em dias de bloqueios ao WhatsApp, chegou a ganhar milhões de usuários no país. Hoje, o serviço russo tem 200 milhões de usuários no mundo — muitos deles, seduzidos pela imagem de um serviço mais seguro que o rival. Isso fazia sentido lá atrás, mas não hoje.

O Telegram tem ainda diversas funções que sacrificam a segurança do usuário em troca de conveniência — como a que permite que os usuários façam proveito do app em qualquer plataforma, sem depender de ter seu telefone celular por perto.

Para isso, o Telegram armazena um histórico de mensagens na internet — e não no aparelho do usuário. Uma hipótese provável, considerando isso, é a de que o hacker teve acesso a uma das contas envolvidas na conversa e baixou o histórico de mensagens.

Além disso, o Telegram só apaga mensagens se a conta não for acessada pelo usuário por pelo menos seis meses.

“Não são hackers que irão derrubar Moro”

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“Cá para nós, nem chega a ser surpresa o trabalho e o esforço conjunto de Moro, procuradores, delegados e agentes da Receita Federal para chegar a um resultado espetacular: a maior e mais bem-sucedida operação de combate à corrupção de que se tem notícia”, diz Eliane Cantanhêde.

“E as idas de ministros do Supremo a palácios presidenciais, cervejadas de advogados com procurador-geral da República, visitas ‘de improviso’ de advogados de Lula ao ministro da Justiça? Sem falar na intensa troca de mensagens de todos com todos (…).

Não são esses hackers e as mensagens que saíram até agora que irão derrubar Sergio Moro. Muito menos do pedestal na opinião pública.

Como bem disse Fernando Henrique Cardoso ontem, houve ‘comentários impróprios’, mas o resto é ‘tempestade em copo d’água’”.

O foco do PT

O presidente da comissão especial da reforma previdenciária, Marcelo Ramos, recomenda que o PT se concentre em atacar Sergio Moro e a Lava Jato.

Ele disse:

“Hoje à tarde eu tenho uma reunião na minoria com a oposição e vou tentar sensibilizá-los do esforço de blindar a pauta econômica. Eu acho que taticamente a oposição, ao obstruir a reforma da Previdência, vai perder o foco do tema principal que é a questão desses fatos envolvendo o ministro Sergio Moro.”

Oposição promete obstrução total enquanto Moro permanecer no cargo

A oposição na Câmara vai fazer obstrução total enquanto Sergio Moro não renunciar ao cargo e a PGR não afastar procuradores da Lava Jato.

O anúncio foi feito pelo líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta.

Ele defendeu que algumas medidas cautelares sejam tomadas, como a saída de Moro e todos os relacionados a ele do Ministério da Justiça, para “garantir a lisura” do processo de investigação da PF.

A oposição pede também o afastamento de Deltan Dallagnol e outro procuradores expostos pelo vazamento.

Por último, a oposição também quer a apreensão dos celulares funcionais de todos os envolvidos no caso, para evitar “queima de arquivos.”

“Nós vamos entrar em obstrução total para que nenhuma matéria possa tramitar até que estas medidas administrativas e cautelares sejam adotadas, tanto em relação ao Moro quanto em relação aos procuradores.”

  • Cai entre nós, já obstruem tudo em detrimento do governo Bolsonaro, não vejo nenhuma alteração em suas ações… 

Dallagnol: “Vamos continuar a atuar de modo técnico, imparcial e apartidário”

Em vídeo publicado agora há pouco (veja abaixo), Deltan Dallagnol negou conluio dos procuradores com Sergio Moro e disse que o vazamento de suas mensagens com o ex-juiz é parte de um ataque contra a Lava Jato.

“É normal que procuradores e advogados conversem com o juiz, mesmo sem a presença da outra parte. O que precisa se verificar é se nessas conversas existiu conluio ou quebra de imparcialidade. A imparcialidade na Lava Jato é confirmada por muitos fatos. Centenas de pedidos feitos pelo Ministério Público foram negados pela Justiça. 54 pessoas acusadas foram absolvidas pelo ex-juiz Sergio Moro”, afirmou.

Sobre o caso do triplex, disse que as provas eram robustas, “tanto que 9 julgadores de três instâncias diferentes concordaram com a robustez das provas e condenaram o ex-presidente Lula”.

https://www.youtube.com/watch?v=xUYqCfSGlpg

OAB pede ‘prudência’ e sugere afastamento de Moro e Dallagnol

A OAB acabou de divulgar uma nota oficial sobre o vazamento de mensagens de Sergio Moro e Deltan Dallagnol revelado ontem à noite pelo site The Intercept.

A entidade manifestou “perplexidade e preocupação” tanto com o hackeamento quanto com o conteúdo das mensagens e pediu “prudência”. Também sugeriu que Moro e Dallagnol se afastem dos seus cargos “para que as investigações corram sem qualquer suspeita”.

Frente Parlamentar da Segurança Pública defende Moro

A Frente Parlamentar da Segurança Pública divulgou uma nota de apoio a Sergio Moro e à força-tarefa da Lava Jato.

O comunicado, assinado por Capitão Augusto, o coordenador da “bancada da bala”, ataca The Intercept, o site que divulgou as conversas vazadas do então juiz.

Aliado de Renan é um dos autores do pedido para investigar procuradores

Aliado de Renan Calheiros, o secretário-geral do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello, é um dos autores da representação ao CNMP que pede a investigação dos procuradores da Lava Jato no Paraná.

Bandeira de Mello ocupa uma vaga no CNMP como representante do Senado.

Magistrados trabalhistas repudiam associações que corroboram suspeitas sobre Lava Jato

Magistrados trabalhistas decidiram repudiar as notas emitidas por associações de juízes que corroboram as suspeitas lançadas pelo site Intercept sobre a conduta de procuradores da Lava Jato e Sergio Moro.

Eis a íntegra do texto:

“Os Magistrados abaixo assinados, em atenção às notas emitidas pela AJD – Associação Juízes para a Democracia em conjunto com a ALJT – Associação Latino-Americana dos Juízes do Trabalho e pela ANAMATRA – Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, vêm a público reiterar o seu apoio à Operação Lava-Jato e ao combate à corrupção e esclarecer o que se segue.

1. A AJD e a ALJT não são associações representativas respectivamente da magistratura nacional e da magistratura trabalhista latino-americana, mas, sim, exclusivamente, de seus associados. De outro lado, a ANAMATRA, de forma antidemocrática, não consultou a sua base, de modo que a posição externada pela sua Diretoria não representa necessariamente a posição da maioria dos magistrados trabalhistas.

2. A Constituição Federal dispõe, de modo claro, em seu art. 5º, inciso XII, que é inviolável o sigilo de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.

3. A violação do sigilo de dados e de comunicações telefônicas de diversas autoridades brasileiras, vinculadas ao Executivo, ao Poder do Judiciário e ao Ministério Público, para atender a interesses de veículo estrangeiro, especialmente, quando não precedida de autorização judicial para fim de investigação criminal ou instrução processual penal, atenta contra a soberania nacional e merece o mais absoluto repúdio.

Brasil, 10 de junho de 2019.”

 

A ORCRIM venceu: “Brasileiros são seus escravos”

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“Se o STF soltar o presidiário Lula na sequência da violação e divulgação criminosa de comunicações atribuídas por Fake News a integrantes da Lava Jato, especialmente Deltan e Moro, dará sinal para a sociedade de que a ORCRIM venceu e de que os brasileiros são seus escravos”, diz o procurador Ailton Benedito.

“Ministros do STF, tão preocupados com a propagação de Fake News que ameaçam as instituições, tanto que instauraram inquérito judicial para investigá-las e puni-las, soltarão o presidiário Lula com base em Fake News contra integrantes da Lava Jato?”

O Brasil é um país curioso: equipara-se a divulgação oficial ou não de grampos legais da Lava Jato ao vazamento de mensagens roubadas do celular de procurador.

Não é a mesma coisa.

A Lava Jato não está provando do próprio veneno, como andam dizendo, mas de um veneno muito mais forte, porque completamente ilegal.

Os que gritam em defesa do Estado de Direito contra a Lava Jato deveriam estar gritando ainda mais alto agora. Se não o fizerem, estarão dando o seu aval ao hackeamento de todos, inclusive deles próprios.

A origem do material e a forma como foi divulgado deixam dúvidas

O editorial do Estadão pede abertamente a cabeça de Sergio Moro e Deltan Dallagnol, como se eles tivessem cometido falta grave no campo processual, de acordo com as mensagens divulgadas pelo site Intercept.

O editorial da Folha fica em cima do muro, mas não pede a cabeça de Moro e Dallagnol.

O editorial de O Globo defende Moro e Dallagnol, com um argumento que não vem sendo levado em conta:

“Assusta em tudo isso a possibilidade do hackeamento de conversas, seja entre quem for. É crime grave, que expõe todos e viola direitos básicos do cidadão. A origem do material e a forma como foi divulgado deixam dúvidas. Não se sabe se os diálogos estão completos e no devido contexto. É impossível ter segurança de que não há omissões que mostrariam que o procurador e o juiz agiram de forma correta.”

Janaina: “Por enquanto, é só espuma!”

Janaina Paschoal pergunta:

“Onde estão as tantas mensagens anunciadas pelo site Intercept?

Jornalistas me ligaram e enviaram mensagens, indagando o que eu estava achando de tudo isso. Eu só respondi que estava aguardando o material bombástico, para poder me manifestar. E sigo aguardando!

Se algo significativo for publicado, eu volto a avaliar e não tenho medo nenhum de mudar de opinião. Por enquanto, é só espuma!”

“Hilário ler que o CNMP está discutindo em grupo de Whatsapp o que fazer com os procuradores que se falaram em grupo de Whatsapp. Será que ninguém percebe o pitoresco da situação?”, pergunta Janaina Paschoal.

“Em um país em que parentes de Ministros advogam nos Tribunais Superiores; em que a nata da advocacia criminal faz jantar homenagem ao Presidente da Corte que julgará suas causas; em que o magistrado da causa oferece jantar de aniversário para a parte, em que um ex-Ministro de Estado se refere a um Ministro do STF como ‘nosso advogado’ e ninguém se considera suspeito, DATA VENIA, parece piada querer fazer um carnaval por causa de três frases em um grupo de Whatsapp. Faz-me rir!”

“Não existe nada que absolva Lula das acusações”

“Os trechos das conversas entre Deltan Dallagnol e Sergio Moro foram conseguidos através de uma ação ilegal, e não servem de prova em praticamente lugar nenhum do mundo civilizado”, diz Merval Pereira.

A consequência prática não existe. A questão maior é a repercussão política, para reforçar a ideia de que Lula foi injustiçado, embora nas conversas não exista nada que o absolva das acusações.

É preciso esclarecer quem tinha interesse em saber das conversas entre os membros da Lava Jato, e como invadiu os celulares dos procuradores. Essa é a parte política do imbróglio, que merece especial atenção. Não há dúvida de que os setores interessados no fim da Lava Jato são beneficiados.”

Não há nada que comprometa Moro.

“Na primeira, ele sugere a Dallagnol que investigue informações que recebera de uma “fonte séria” sobre um filho de Lula. Não é um procedimento propriamente regular. Mas não é um problema um juiz encaminhar o que recebeu ao canal competente de investigação. O caso não prosperou (…).

Na quarta, Moro se mostra revoltado com a possibilidade de adiamento do primeiro depoimento de Lula, marcado para 10 de maio de 2017. Deltan responde no dia seguinte, véspera do depoimento: ‘Defenderemos manter. Falaremos com Nivaldo’.

De fato, o juiz Nivaldo Brunoni, que cobria férias no TRF-4, negou o pedido da defesa e manteve o depoimento de Lula. Foi a única situação em que será possível argumentar que a intervenção de Moro surtiu resultado. A defesa de Lula deverá usá-la para pedir anulação do processo, com base na ‘suspeição’ de Moro.

Será difícil, porém, que esse argumento prospere, pois Moro não tomou a decisão, apenas solicitou a manifestação de uma determinação quanto à data de um depoimento. É uma questão lateral que, novamente, não afeta o resultado do processo.”

A “alegria incontida” dos ministros do STF

“Não eram poucos os ministros do STF que estampavam ontem no rosto uma alegria incontida”, diz O Globo.

A felicidade era motivada pelas mensagens roubadas a Sergio Moro e a Deltan Dallagnol.

“Balbúrdia” na UNB tem Lula Livre, cubano com dinheiro público e críticas a Bolsonaro

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O evento na Universidade Nacional de Brasília (UNB): Convenção Distrital de Solidariedade a Cuba, realizada na quinta-feira (6).

Uma faixa contemplava o meliante petista: Lula Livre.

Manifestações dos presentes criticavam a atuação política e econômica dos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump e elogiavam Cuba “em seu papel de protagonismo da luta anti-imperalista na América Latina e no mundo”.

Além disso, não faltaram declarações de apoio ao ditador sanguinário venezuelano Nicolas Maduro.

Entre os palestrantes, “Iván Porfírio Santos Victores, da Universidade Central de Las Villas (UCLV)”, em Santa Clara, Cuba, com passagem internacional paga com dinheiro público.

Um profundo desrespeito com o pagador de imposto. Pura e indecente balbúrdia.

5 projetos de lei contra denúncia caluniosa, depois de caso Neymar

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Depois da repercussão do caso Neymar, o deputado Carlos Jordy protocolou na Câmara um projeto de lei que agrava a pena de denunciação caluniosa de crimes contra a dignidade sexual.

Além do projeto de Jordy, que está sendo chamado de “Lei Neymar da Penha”, os deputados Enéias Reis, Heitor Freire, Celso Sabino e Cabo Junio Amaral protocolaram projetos da mesma natureza no dia 6 de junho.

Heitor Freire, no Twitter, publicou um vídeo defendendo a medida. Clique abaixo para assistir:

Caso o projeto seja aprovado, pessoas que fizerem acusações mentirosas sobre crime de estupro, por exemplo, poderão ter a pena aumentada em até um terço.

O contexto, claro, é a acusação de estupro contra Neymar, que está sendo investigada. Nas redes sociais, o projeto está sendo chamado de “Lei Neymar da Penha”.

PT está se lixando para o Brasil, oposição finge que se preocupa com os mais pobres

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Paulo Pimenta espalha fake news na globo

O deputado Eduardo Bolsonaro também foi ao Twitter neste domingo para dizer que a oposição tenta atrapalhar a aprovação do PLN 4 — que autoriza operações de crédito suplementar.

“Você realmente achou que o PT havia acabado após o impeachment e as eleições de 2018? Eles seguem lá, se lixando para o Brasil e trabalhando para ferrar com a vida dos pobres. Para eles vale tudo pelo poder, até ‘fazer o diabo,’”

Você realmente achou que o PT havia acabado após o impeachment e as eleições de 2018? Eles seguem lá, se lixando para o Brasil e trabalhando para ferrar com a vida dos pobres. Para eles vale tudo pelo poder, até “fazer o diabo”.*Tweet de @CarlosZarattini (PT-SP) e @jairbolsonaro

O PT e partidos de oposição trabalham para obstruir e derrubar a votação do PLN 4, projeto de lei do Congresso Nacional que autoriza operações de crédito suplementar.

O petista Paulo Pimenta gravou um vídeo em que confirma as intenções do partido:

Se não aprovar o crédito extra, teremos problemas, diz Bolsonaro

Jair Bolsonaro voltou a defender neste domingo a aprovação do projeto de crédito suplementar para o Executivo.

“Se não aprovar [o crédito extra], teremos problemas. Não é que eu não queira pagar ninguém, é que não vai ter dinheiro”, disse ao chegar no Palácio da Alvorada.

“A oposição finge que se preocupa com os mais pobres”

O deputado Major Vitor Hugo, líder do governo na Câmara, também usou o Twitter neste domingo para dizer que a oposição tenta atrapalhar a aprovação do projeto de lei que autoriza operações de crédito suplementar.

“A oposição finge que se preocupa com os mais pobres… na verdade, faz cálculos políticos desprezando o bem da população… o importante pra eles é obter eventuais dividendos políticos para suas teses esquerdistas, mesmo que isso represente o nosso mal…”

– A oposição está trabalhando para inviabilizar o pagamento de beneficiários do Bolsa Família, idosos com deficiência, Plano Safra e PRONAF. Para alcançar seus objetivos vale até prejudicar os mais pobres. Na imagem, o Vice-líder do PT:

Ver imagem no Twitter

O PT quer preservar o estrago feito

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Existem situações que, não importa quantas vezes as tenhamos presenciado, são naturalmente engraçadas e sempre nos fazem rir.

Lembro-me, por exemplo, de um comercial em que, a partir do tropeção de alguém, as pessoas iam desabando umas sobre as outras em longa série de trambolhões. Nas comédias de pastelão, o sujeito derrubava uma pilha de pratos e ficava olhando para outro lado como se nada tivesse a ver com o acontecido. Era engraçado.

O petismo faz a mesma coisa, mas sem graça alguma. O partido que viria para regenerar a República patrocinou uma sequência de desastres dos quais nenhuma dimensão da vida social, política e econômica ficou de fora. E lida com tais questões como se nada tivesse a ver com elas.

Derrubou pilhas de pratos da economia, contabilizou 13 milhões de desempregados (na realidade o número é muito maior), quebrou os degraus da escada do PIB gerando estagnação e recessão. Fez o mundo olhar para o Brasil com ar de escândalo, vendo-nos como irresponsáveis, como se o Brasil fosse uma Grécia gigantesca e autofágica que engole o próprio PIB.

Não contente, emburreceu nossos estudantes, mais preocupado em fazer que fossem influenciados politicamente do que em lhes transmitir conhecimentos.

Temos honrados analfabetos funcionais com diploma de terceiro grau e vivas a Paulo Freire! A produtividade do brasileiro cai. Criminalidade em alta e repressão em baixa. E, claro, corrupção de dez dígitos. Bateram-se carteiras no salão.

As relações entre o PT e a crise brasileira são para lá de conhecidas. No entanto, diante da enorme rejeição social, perante o estrago causado pela crise e a corrupção, os dirigentes petistas andam por aí, em meio a uma montanha de pratos quebrados, olhando para os lados, xingando a todos e pondo as culpas em quem está juntando os cacos do país.

Tenho assistido as reuniões do Congresso a que comparece o ministro Paulo Guedes. São eventos importantíssimos, de extrema urgência. Neles o ministro discorre sobre os botões que precisam ser acionados para que a explosão não aconteça.

O que faz o PT, acompanhado da colônia de partidos que o cercam? Nem ao menos tenta ser discreto ou engraçado. Nem olha para o lado com cara de paisagem.

Não esboça o menor sinal de constrangimento. Dedica-se, furiosamente, a impedir que medidas saneadoras sejam tomadas. Discursa como se estivesse preocupado com zelar pelos pobres enquanto protege os privilegiados do sistema previdenciário em vigor.

Amizades tóxicas: Saiba como reconhecer se você possui

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Usuários do Reddit compartilharam quais são os sinais vermelhos que indicam quando a relação com um amigo é sem reciprocidade ou prejudicial

Você sabia que mesmo amigos podem manter relações abusivas ou tóxicas? Conforme as pessoas envelhecem, torna-se mais difícil formar laços de camaradagem e o que sobra, muitas vezes, são vínculos não muito saudáveis ou solidários.

Discutindo o assunto, usuários do site Reddit começaram a compartilhar sinais vermelhos que indicam quando uma amizade é sem reciprocidade ou prejudicial.

Muitos dos comentários apontam o egoísmo e o egocentrismo como traços condenatórios.

“Se eles só falam de si mesmos ou não se interessam com algo que tenha a ver com você. Se só te pedem coisas, sem nunca oferecer nada em troca… eles estão apenas te usando”, escreveu um internauta.

Outra característica é a necessidade de ser o centro das atenções.

Um usuário escreveu que um mau amigo é alguém que “desconsidera todos os seus interesses e realizações. Enquanto tudo o que fazem, não importa o qual normal seja, é incrível”. Um terceiro ressalta que o mesmo vale para momentos de dificuldade: “Desprezam todos os seus problemas ou lutas, mas tudo o que acontece para eles é uma tragédia”.

A reação de alguém também pode denunciar que há algo de errado com a amizade.

“Um sentimento constante de querer dizer algo, mas achar melhor se segurar” é um sinal de que a relação está tensa. Outro ponto levantado pelo fórum é que se você não consegue expressar suas preocupações por medo de represálias, talvez seja hora de repensar o termo “amigo”.

Pedir dinheiro emprestado e se recusar a pagar de volta também é sinônimo de alerta vermelho, segundo os redditers.

Por fim, os usuários salientam que a forma como o indivíduo se comporta perto de pessoas próximas pode dizer muito do respeito que ele tem (ou não) por você. “Odeio quando alguém tenta se promover ou mostrar seu valor rebaixando alguém do grupo. É tóxico e inseguro.

Se alguém fizer isso com você, converse com a pessoa. Se acontecer uma segunda vez, desista e evite a pessoa o máximo possível”, aconselha um participante.