DOS NEO-LIBERAIS MARXISTAS E SEUS JUÍZOS DE VALOR

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 Gostaria de saber se quando a PTralhada estava no poder, a cleptocracia instalada, com o País entregue à quadrilhas de bandidos travestidas de partidos políticos, imprensa comprada e o “guardião da constituição” dando aval para a roubalheira, a galera neo-engajada se manifestava com esse primor ético e sabedoria de estadista.

Duvido muito, pois a mobilização nas redes se elevaria como um freio. Todavia, não se poupam em expressar juízos: “o Bozo deveria dar importância à área econômica”; “o Bozo não foi eleito para isso”; “o Carnaval gera renda”; “nossa maior festa foi profanada por um twitter do Bozo”; “o que o mundo irá pensar de nós”.

Acredito ser interessante os neo-politicamente corretos liberalóides-isentões requererem atenção ao materialismo histórico: “devemos dar prevalência à economia”! Falam da miséria, mas, em sua miséria da filosofia, desconhecem a filosofia da miséria. Como d’antes, não percebem a pressão do Congresso para a volta do toma lá da cá. Não percebem que quando o PR sinaliza a necessidade de ética e bons costumes, está buscando unir forças para não ceder às históricas imoralidades parlamentares. Não obstante, os neo-engajados, sábios estadistas, pousam de moralistas-economistas da última hora. Evidente que nunca leram sobre o dever moral em Kant e Hegel e sua relação com a política. Muito menos sabem sobre as bases do capitalismo em Weber, ou mesmo Smith.

Talvez, nem se quer saibam diferenciar a teoria das trocas, enquanto atividade econômica ou atividade sexual, já que valorizam uma, em detrimento da outra. Todavia, comportam-se como inquisidores categóricos no juízo de valor. O mundo inteiro sabe que o Brasil é um puteiro, no mínimo, já desde o tempo de Cazuza. Nossa maior renda no turismo vem do turismo sexual. Mas, para os neo-moralistas liberais marxistas, o Carnaval virou festa sacro-santa, com base na renda que produz (da alegria, ou da putaria?!?). Sim, temos locais, para onde a maioria dos turistas nunca vai, onde o Carnaval é uma festa popular para a família. Mas para o mundo real, minimamente conectado, no BR é tudo puta, viado e cafetão que vende até a mãe. Mas isso, na cabeça dos neo-liberais-marxistas, precisamos esconder, pois ninguém ficará sabendo, se o PR não postar.

Acho lindo os “liberais” marxistas advogando a prevalência da economia e tratando a putaria que mais atrai turista ao BR como “ultraliberalismo” (?????), mesmo que a base do capitalismo seja o respeito à deidade (em Weber) e ao contrato (em Smith). Como mera referência, baseado no imperativo categórico kantiano, juízo de valor funcionaria assim: o fruto que vês no outro é a semente que carregas dentro de ti.

No ápice da ética, a moral política neo-liberal marxista permite um “cidadão” se referir ao Presidente da República como Bozo, a expressar juízo de valor com base em um “cidadão” que comete crime de atentado ao pudor, por meio de golden shower (se falou em ouro, o bagulho é bom!).

Como putas, viados e cafetões o mundo já nos conhece, já desde o século passado! Mas pior será para as gerações futuras! Neste século, o mundo passará a nos conhecer, também, como bocós e cretinos! É a semente que carregamos: de uma forma ou de outra, somos todos Bozo!

  • Fernando Amaro

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