Socialismo gera Pobreza e Populismo

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Socialismo gera pobreza

Socialismo gera um nível inenarrável de desgraças, pobreza, sofreguidão e mortandade. Apesar do socialismo causar pobreza e todo tipo de desgraças, não obstante, é impressionante ver como essa ideologia permanece sendo difundida como se pudesse melhorar a vida das pessoas, ou efetivamente possuísse a capacidade milagrosa de solucionar problemas. Seus adeptos estão sempre dispostos a negar enfaticamente, com ultrajante intransigência e fervorosa veemência, todos os horrores que o socialismo causou ao mundo.

Logo, para eles, o importante é continuar difundindo a ideologia, difamando o capitalismo com um discurso infantil e presunçoso, e exercer uma fé irracional no estado e no governo, confiando que estes algum dia resolverão todos os problemas da humanidade. E claro, igualmente importante é rotular como “inimigos imperialistas” todos aqueles que rejeitam o discurso demagógico e populista da ideologia, que, sempre saturado de clichês, culpa o inimigo externo por tudo, divide a população entre nós e eles, exalta políticos — indivíduos que nada produzem — como salvadores da humanidade e promove com brutalidade autoritária a estadolatria como a única crença verdadeira.

As pessoas que aceitam esse tipo de discurso, evidentemente, não apenas perderam completamente a capacidade de raciocinarem por si próprias, como foram sistematicamente doutrinadas. Não raro torna-se completamente impossível chamá-las de volta à razão. E não que esse pessoal não absorva conhecimento; afinal, muitos militantes leem livros. Mas eles leem os livros errados. Absorvem muito conhecimento teórico e nada de conhecimento factual concreto. Leem livros de teoria, mas não de história. Leem livros sobre como eles acham que o socialismo deveria ser, mas não sobre como o socialismo realmente foi e continua sendo na prática. Por essa razão, tornam-se sonhadores idealistas, que rejeitam enfaticamente a realidade: o socialismo gera pobreza, mortes e ditaduras populistas.

Não importa aonde seja reproduzido, o discurso socialista é sempre o mesmo. O capitalismo é considerado um deplorável e atroz vilão, que deve ser suplantado a qualquer custo. Socialistas recusam-se ostensivamente a admitir como concretos os horrores do socialismo na prática, que — ao longo de toda a história — apresentaram sempre os mesmos resultados: totalitarismo político, tirania, pobreza, miséria e deploráveis carnificinas famélicas causadas por inanição em massa. O que é inevitável, pois a escassez é o único resultado possível de um sistema com economia planejada.

Como o socialismo sempre dá errado, a produtividade e a economia em determinado ponto entram em colapso. Como resultado, o nível de miséria aumenta drasticamente — mas não para os ditadores que estão no poder, é claro.

Invariavelmente, quando tudo começa a dar errado, os mandatários apontam outros problemas como as causas primárias do colapso que está prejudicando a sociedade. Evidentemente, eles jamais irão culpar o socialismo. Portanto, criam espantalhos e cortinas de fumaça para tentar justificar todos os problemas que passam a ocorrer em virtude do socialismo.

Na China maoísta, por exemplo, o ditador comunista mandou matar todos os pardais — mais especificamente o pássaro conhecido como pardal-montês — porque o governo ditatorial colocou neste pobre animal a culpa da produção insuficiente de alimentos. O pardal-montês come sementes, e o governo tentou culpá-lo pelo fato das colheitas não estarem sendo abundantes. É verdade que o pardal-montês come sementes, mas isso não ocorre a ponto de prejudicar plantações. A campanha para a erradicação do pardal-montês foi concomitante a campanha para o extermínio de ratos, moscas e mosquitos. Elas ficaram coletivamente conhecidas como A Campanha das Quatro Pestes.

O resultado do extermínio dos pardais foi verdadeiramente catastrófico para os chineses, pois desequilibrou fatalmente todo o ecossistema. Posteriormente, as plantações passaram a ser devastadas por colossais nuvens de gafanhotos. Os pardais se alimentavam de gafanhotos, mas como foram quase que totalmente exterminados em decorrência da campanha promovida por Mao, os camponeses ficaram impossibilitados de conter esta praga, que passou a dilacerar plantações de forma muito destrutiva. Como resultado, a fome entre os chineses apenas aumentou, e milhões morreram de inanição.

Um sistema de economia planejada não pode dar certo, porque os burocratas não tem como levar em consideração todas as variáveis de uma determinada atividade, quiçá de todas as atividades existentes no mercado, tampouco são capazes de prever as necessidades orgânicas que guiam cada elo da cadeia produtiva. Apenas as pessoas envolvidas em uma determinada atividade tem conhecimento suficiente para alocar recursos de forma eficiente, e tomar decisões de maneira a maximizar a produtividade e reduzir os desperdícios. Para tanto, elas devem ter autonomia e independência para tomar decisões; não devem, jamais, ficar reféns de burocratas ou depender das deliberações do estado, que, via de regra, serão sempre arbitrárias e contraproducentes.

Se na China de Mao, culparam-se os pardais, na União Soviética de Stálin, culparam-se os cúlaques — pobres camponeses que foram considerados inimigos de classe —, na Venezuela de Nicolás Maduro, culpa-se o imperialismo americano. Dezenas de muitos outros exemplos poderiam ser citados. Nas ditaduras marxista-leninistas, criam-se bodes expiatórios para evitar apontar o verdadeiro culpado da tragédia pelo colapso da produtividade industrial e econômica, que é o socialismo.

Apenas o capitalismo — um sistema descentralizado que respeita a independência, a liberdade e a autonomia dos agentes produtivos — pode efetivamente gerar progresso e prosperidade. A verdade é que a esquerda socialista não entende absolutamente nada de economia, e por isso não se cansa de repetir o mesmo erro, vez após vez, deixando um rastro de pernicioso destruição em seu caminho, feito com as cinzas, os entulhos e os destroços de todos os países que vivenciaram a desgraça do socialismo.

Como o professor George Reisman esceveu, “todo o descontentamento e indignação da esquerda deveriam ser direcionados contra suas próprias políticas e também contra ela própria, por conta de sua volitiva e arbitrária ignorância econômica. A esquerda nada sabe sobre o papel do capital na produção e nem o que realmente faz aumentar os salários reais e o padrão de vida. Na verdade, ela desconhece praticamente qualquer aspecto da economia. (…) A acumulação de capital e o progresso econômico dependem da poupança e da inovação. E estas, por sua vez, dependem da liberdade de se obter altos lucros e de se acumular grande riqueza.

A verdade é que não importa aonde venha a se manifestar, o socialismo sempre começa com o populismo político-partidário e sempre acaba em inenarrável miséria e pobreza. Não importa aonde venha a criar raízes, o socialismo se transforma em uma abominável e deplorável enfermidade política e social, que consome, mata e destrói tudo aquilo que está a sua frente.

Por: Wagner Hertzog

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